EM MONTEIRO: Polícia investiga se empresário suspeito de matar adolescente de 15 anos usava padaria para aliciar menores

A Polícia Civil da Paraíba investiga se o empresário Gilson Cruz, principal suspeito de matar jovem de 15 anos, mantinha relações com outras menores de idade. As informações foram divulgadas durante reportagem do Fantástico.

A adolescente Maria Vitória, de 15 anos, foi morta pelo empresário de 56 anos, com quem mantinha um relacionamento, no dia 14 de julho.

Maria Vitória começou a trabalhar na padaria de Gilson em 2022 e segundo a família da vítima, o relacionamento entre os dois começou poucos meses depois, quando ela tinha 13 anos.

Na reportagem, relatos de testemunhas constam que Gilson promovia festas regadas a bebidas alcoólicas com as amigas de Maria Vitória, outras menores.

O delegado Sávio Siqueira informou que a polícia quer ouvir amigas de Vitória e ex-funcionárias da padaria, lugar supostamente utilizado para atrair essas meninas.

Um ex-funcionária, atualmente maior de idade, conta que precisou ser mais rígida para afastar Gilson no local de trabalho. “De primeira, ele já quis ficar comigo porque ele falou que eu era muito bonita e que ia dar muito bem num trabalho, né? Aí depois que eu passei um bom tempo lá, né, na padaria, eu comecei a cortar, comecei a ser mais rígida, porque eu vi que não precisava mais daquilo”, relatou.

Com ClickPB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri