Trama golpista: defesa de Bolsonaro desiste de suspensão da pena

Poucas horas após ter protocolado o pedido ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (24), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro desistiu da suspensão do cumprimento da pena de 27 anos e três meses a que foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado. 

A Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro em setembro do ano passado, e o ex-presidente foi preso em novembro. Posteriormente, em março, ele teve concedida a prisão domiciliar, em razão de problemas de saúde, e cumpre pena em sua casa no bairro do Jardim Botânico, em Brasília. 

O pedido da defesa havia sido feito na manhã desta quinta, no processo de revisão criminal do caso da trama golpista, aberto em maio e que foi distribuído para a relatoria de Nunes Marques, integrante da Segunda Turma do STF. O processo ainda não foi a julgamento. 

Plenário do STF

O principal argumento dos advogados era o de que Bolsonaro não poderia ter sido julgado pela Primeira Turma, colegiado composto por apenas cinco ministros. Os advogados argumentavam que o caso deveria ter ido ao plenário do STF, que possui 11 ministros, embora atualmente se encontre com uma cadeira vaga. 

O ponto foi levantado diversas vezes ao longo do julgamento da trama golpista, mas foi sempre rejeitado pela Primeira Turma, por 4 votos a 1. Os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram por rejeitar o argumento. O único a votar a favor, na ocasião, foi o ministro Luiz Fux. 

Para os advogados, os crimes imputados a Bolsonaro teriam sido cometidos durante o exercício da Presidência da República, o que atrairia a competência exclusiva do plenário do Supremo. Segundo eles, o julgamento por uma das turmas, um colegiado menor, se mostra “inadmissível, ilegal e inconstitucional”. 

“A continuidade da execução da pena durante a tramitação da revisão criminal pode produzir dano irreparável”, dizia a peça protocolada pela defesa. “A liberdade indevidamente suprimida não se recompõe. Ainda que a revisão criminal venha a ser julgada procedente, o tempo de encarceramento já cumprido por força de acórdão viciado não poderá ser restituído em sua integralidade.” 

Os advogados queriam que a execução da pena fosse suspensa até o julgamento definitivo da revisão criminal. 

“A competência do Plenário para processar e julgar o Presidente da República integra um regime jurídico-constitucional específico, marcado pela centralidade institucional do cargo, pelos efeitos possíveis do recebimento da denúncia e pela excepcionalidade da jurisdição penal originária no ápice do Judiciário”, acrescentava a defesa de Bolsonaro. 

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil

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Faleceu nesta quinta-feira (24), no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, Rosimere Silva Medeiros, de 37 anos, vítima de um grave acidente ocorrido na PB-200, no município de Santo André, no Cariri paraibano.

Rosimere estava internada desde o mês de junho, após sofrer o acidente nas proximidades de uma creche, nos arredores da cidade. De acordo com as informações divulgadas, ela conduzia uma motocicleta quando colidiu violentamente com um garrote que estava solto na rodovia. Desde então, permanecia hospitalizada tentando se recuperar dos ferimentos.

Moradora de Santo André, Rosimere deixa o companheiro e dois filhos. Segundo informações apuradas pelo portal Heleno Lima, a família havia retornado de São Paulo com o objetivo de construir uma casa e criar os filhos no município, buscando uma vida mais tranquila no Cariri.

Rosimere e o marido trabalhavam juntos com a venda de pastéis, caldo de cana e outros produtos em feiras e festas realizadas nas cidades da região. A confirmação de sua morte, após meses de internação, causou comoção entre familiares, amigos e moradores de Santo André.

De Olho no Cariri

Com Heleno Lima