Agropecuarista é preso suspeito de ser mandante de duplo homicídio no Sertão

Um agropecuarista de 52 anos foi preso nessa sexta-feira (23), suspeito de ser o mandante do duplo homicídio do ex-vereador Lucrécio Araújo de Sá e o seu vaqueiro Cícero Bezerra. O crime aconteceu no dia 15 de agosto em Poço de José de Moura, região de Cajazeiras.

De acordo com com as investigações, o agropecuarista Antônio Alves Claudino, teria ordenado as mortes por disputas agrárias. A polícia ainda afirma que, anteriormente, o suspeito já havia ameaçado de morte o ex-vereador.

A prisão aconteceu na zona rural do município, em um sítio onde o suspeito reside. Junto com ele, foram encontradas quatro armas de fogo, o que também levou a prisão em flagrante por porte ilegal de armas. 

As investigações seguem para identificar e localizar os dois suspeitos que atiraram contra o ex-vereador Lucrécio Araújo de Sá e o seu vaqueiro Cícero Bezerra. 

Relembre o caso

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara da cidade de Poço de José de Moura, Lucrécio Araújo de Sá e seu vaqueiro Cícero Bezerra, foram assassinados a tiros na tarde de quinta-feira (15). Os dois homens foram mortos em locais diferentes de Poço de José de Moura, região de Cajazeiras.

A primeira vítima foi Cícero Bezerra, de 48 anos. O vaqueiro estava em uma construção na zona urbana da cidade quando foi abordado por dois criminosos em uma moto, que efetuaram cerca de 12 disparos e fugiram logo em seguida.

Em seguida, os criminosos se destinaram até a zona rural onde o ex-parlamentar estava e disparam os tiros. Lucrécio Araújo tinha 72 anos e foi parlamentar por três mandatos no município, além de ter sido presidente da Câmara da cidade.

Com Portal Correio

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil