Aesa amplia atendimento no Cariri com gerência regional em Monteiro

Os moradores de Itaporanga e Monteiro agora contam com atendimento local por meio das duas novas gerências da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O objetivo é agilizar o atendimento dos serviços aos usuários, promovendo também uma gestão de recursos hídricos mais qualificada.

Com o objetivo de definir detalhadamente as funções de cada regional e agilizar os serviços prestados aos usuários de água bruta (não tratada), a Aesa realizou uma reunião de alinhamento com todos os gerentes. “Já tínhamos unidades em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Sousa, e agora, com essas duas regionais, temos capilaridade em todo o Estado. Desta forma, daremos mais celeridade aos atendimentos”, destacou o diretor-presidente da Aesa, Porfírio Catão Cartaxo Loureiro.

Além da agilidade no atendimento aos usuários, as novas gerências vão gerar economia com transporte e diárias. “Antes, precisávamos que o técnico se deslocasse, por exemplo, de João Pessoa até Conceição. Ele faria uma viagem de 4 a 5 horas, depois realizaria o acompanhamento do caso em questão e, provavelmente, só conseguiria voltar no dia seguinte. Hoje, temos a gerência em Itaporanga que vai atender a demanda de Conceição em menos de uma hora”, explicou.

De acordo com o diretor-presidente, a Aesa deixou de ser um órgão que apenas aguarda as demandas e se tornou uma agência proativa. “Estamos junto dos usuários, dirimindo conflitos e antecipando possíveis problemas. Estamos fazendo com que a população entenda o sistema de recursos hídricos, participe dele e, com isso, nos ajude a realizar uma gestão de recursos hídricos mais qualificada”, concluiu.

Os contatos de todas as gerências estão disponíveis em www.aesa.pb.gov.br. No site da agência estadual, também é possível conferir a previsão do tempo, a quantidade de chuva em cada cidade, a situação dos 134 açudes monitorados pelo Governo do Estado, além de fazer solicitações de outorgas e licenças.

De Olho No Cariri

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil