Paraíba entra na lista dos Estados que lideram ranking nacional de liberação de CNHs com restrições

A Paraíba está na lista dos Estados que lideram ranking nacional de liberação de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com restrições por conta de problemas de visão. A informação foi confirmada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) após levantamento realizado neste ano de 2024.

O mapeamento indica que o Rio Grande do Norte, a Paraíba e o Rio de Janeiro apresentam, atualmente, a maior proporção de CNHs com restrições em relação ao total de condutores. Nesses estados, os números são, respectivamente: 390 mil (42% dos condutores); 371,8 mil (38%); e 2,1 milhões (34%).

Aumento

Em linha geral, o número de brasileiros com restrições na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por conta de problemas de visão aumentou quase 80% ao longo dos últimos dez anos. Em 2014, 14,4 milhões de motoristas só podiam conduzir veículos com o uso obrigatório de óculos ou lentes de grau. O grupo inclui ainda pessoas com restrição para dirigir após o pôr do sol e aquelas com visão monocular (visão igual ou inferior a 20% em um dos olhos). Em 2024, esse total já alcança 25,4 milhões – um aumento de 77%.

Os dados do CBO foram divulgados com base em informações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). De acordo com o levantamento, atualmente, as restrições visuais respondem por 91% de todas as anotações aplicadas a um total de 27,9 milhões de CNHs emitidas no Brasil. Para a entidade, os números mostram a relevância da saúde ocular para a população e reforçam a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce de doenças oculares.

De acordo com a Agência Brasil, na avaliação do conselho, diversos fatores contribuem para a crescente demanda por cuidados oculares entre motoristas brasileiros, incluindo o envelhecimento da população; a exposição prolongada às telas de celulares e computadores; e o aumento da incidência de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e estresse, além de hábitos que levam à alimentação inadequada, ao sedentarismo e à obesidade.

O Acre, que concentra 56,4 mil registros, tem o menor percentual no panorama nacional, com 20% dos condutores apresentando alguma restrição visual para conduzir veículos.

Quando comparados os dados de 2014 com os de 2024, entretanto, o cenário muda. Os estados onde o aumento percentual de condutores com restrições foi mais significativo são: Goiás (129%); Tocantins (128%); Roraima (125%); Mato Grosso (120%); Acre (119%); Amazonas (110%); Rondônia (103%); Alagoas (103%); Maranhão (102%); e Piauí (100%). No extremo oposto, surge o Distrito Federal, com aumento de 40%.

O CBO elencou ainda os principais tipos de anotações relacionadas à visão presentes nas CNHs dos brasileiros. Entre as mais frequentes estão a obrigatoriedade do uso de lentes corretivas, com cerca de 25 milhões de motoristas; e as restrições associadas à visão monocular, com 351 mil casos. Em terceiro lugar, com 152,1 mil casos, estão os condutores impedidos de dirigir após o pôr do sol.

Entenda

O pedido de inclusão de anotações na CNH é feito pelo médico do tráfego ao final da avaliação prévia exigida para a concessão ou renovação da CNH. Durante o exame, o profissional analisa as condições do candidato de conduzir um veículo sem oferecer perigo para outros motoristas, passageiros e pedestres.

Entre as aptidões analisadas, estão acuidade visual; campo de visão; capacidade do candidato de enxergar à noite e reagir prontamente – com resposta rápida e segura – ao ofuscamento provocado pelos faróis dos demais veículos; e capacidade de reconhecer as luzes e sua posição nos semáforos.

“Ao identificar a existência ou sintoma de deficiência de visão, o médico do tráfego orienta a busca por uma avaliação especializada, que será feita por um oftalmologista, para que seja feito o diagnóstico exato do problema e a respectiva prescrição do tratamento”,

Com Portal da Capital

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A Queijaria Pedra D’Água, de Boa Vista, conquistou quatro medalhas no concurso de produtos lácteos do evento Brasil Cachaça. Com o resultado, o empreendimento boavistense soma sete premiações em duas competições, com destaque para o iogurte de umbu, que recebeu a medalha Super Ouro.

O iogurte natural ganhou ouro, enquanto o queijo coalho pasteurizado, apresentado assado, e o Queijo Boa Vista receberam prata. Criado por Sávio Vitorino e Aline Gonzaga, o Queijo Boa Vista é maturado por 150 dias e foi batizado em homenagem ao município e à sua tradição na produção de queijos.

Na competição anterior, a Pedra D’Água conquistou duas medalhas de ouro, uma com o queijo coalho assado e outra com o queijo Romeu e Julieta. O queijo temperado com alho, cebola e salsa recebeu prata. Nos dois concursos, foram uma medalha Super Ouro, três de ouro e três de prata.

Ao comentar o resultado da competição anterior, o empresário Sávio Vitorino contou que a equipe celebrou assim que soube da premiação. “Desta premiação, nós ainda não fomos buscar as medalhas, mas já estávamos comemorando o destaque desde que soubemos e esta semana teremos novidades para Boa Vista.”

O prefeito Fernando Aires parabenizou a queijaria e destacou o impacto da conquista para a produção rural. “Além de movimentar a economia e gerar valorização da produção rural, o sucesso da queijaria também representa o potencial do município para incentivar pequenos empreendedores e fortalecer a agricultura familiar. A cada nova premiação, Boa Vista reafirma sua vocação para o setor agroalimentar, unindo tradição, qualidade e inovação.”

Fundada em junho de 2024, a Queijaria Pedra D’Água nasceu da aposta de Sávio e Aline na qualificação profissional e na produção artesanal. As premiações dão visibilidade a produtos que vão do tradicional queijo coalho ao iogurte de umbu e levam o nome de Boa Vista a novos públicos.