Testes rápidos para Covid-19 vão ser feitos em sistema de ‘Drive Thru’ na Grande João Pessoa

Em entrevista à imprensa, o governador da Paraíba, João Azevedo, anunciou que nos próximos dias deve implantar um sistema para fazer testes rápidos de Covid-19 em sistema de drive thru, mesma estratégia adotada em João Pessoa para a campanha de vacinação contra H1N1. Tudo vai ser discutido com as prefeituras da Grande João Pessoa.

“Fizemos a aquisição de 110 mil testes rápidos e estamos montando com as prefeituras, no caso de Bayeux já vamos fazer essa estrutura toda em parceria. Aqui na região metropolitana vamos fazer, com algumas cidades, e outras nós vamos disponibilizar os kits”, disse.

O governador informou que os testes estão disponíveis em todo o estado e o objetivo maior é identificar o perfil da doença na Paraíba e assim traçar estratégias de combate.

“Em todas as unidades de saúde do município há testes rápidos para serem feitos para qualquer pessoa que tem apresentado os sintomas e possam ser testados. O objetivo é ampliar o número de teste na população para que a gente tenha de vez a identificação do perfil e como tá acontecendo essa doença que hoje já passou aí para 120 municípios do Estado da Paraíba”, explicou.

João disse ainda que o governo tem ampliado a quantidade de leitos no interior do estado para que a demanda não se reflita da região metropolitana da capital.

“É uma onda que tá indo para o interior do Estado e que a gente sabe que no futuro pode trazer reflexos até para própria região metropolitana. Estamos ampliando leitos de Campina Grande a Cajazeiras para que a gente possa ter o atendimento lá e que a demanda não seja refletida aqui na região metropolitana”, finalizou.

Portal T5

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

A rápida evolução de dispositivos eletrônicos tem levado a Justiça Eleitoral a atualizar orientações e procedimentos para garantir o sigilo do voto, um direito assegurado pela Constituição Federal. A preocupação é evitar que equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar informações sejam utilizados para revelar a escolha feita pelo eleitor dentro da cabine de votação.

Embora a proibição de portar aparelhos eletrônicos na cabine não seja novidade, o avanço de tecnologias cada vez mais discretas e conectadas tem exigido adequações nas normas eleitorais. Nesse contexto, tribunais regionais eleitorais vêm detalhando procedimentos relativos a equipamentos que, há alguns anos, não faziam parte da rotina dos eleitores.

Foi o que fez o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), ao publicar resolução que especifica a aplicação das regras para celulares, relógios inteligentes, óculos inteligentes, pulseiras conectadas, fones de ouvido, câmeras corporais, microcâmeras e até acessórios dotados de câmeras, microfones ou recursos de comunicação.

Segundo o tribunal, a medida não cria uma nova proibição, mas adapta a regulamentação às transformações tecnológicas, detalhando como devem ser tratados equipamentos que podem comprometer o caráter secreto da votação.

TSE

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adota uma abordagem mais ampla. Em suas normas e orientações ao eleitorado, a Corte estabelece a vedação ao ingresso na cabine de votação com celular, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento capaz de comprometer o sigilo do voto.

O foco, portanto, não é listar dispositivos específicos, mas impedir o uso de qualquer tecnologia que permita registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor.

De acordo com o TSE, a regra busca assegurar que o voto permaneça secreto e impedir práticas como a compra de votos, em que o eleitor pode ser pressionado a apresentar alguma forma de comprovação da opção registrada na urna.

O que o eleitor deve fazer

O celular pode ser utilizado para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito pela Justiça Eleitoral durante a identificação na seção eleitoral.

Após essa etapa, porém, o aparelho deve ser desligado e entregue à mesa receptora de votos, que ficará responsável por sua guarda até o fim da votação.

O mesmo cuidado vale para outros equipamentos eletrônicos capazes de registrar, transmitir ou divulgar imagens, sons ou dados.

O que não é permitido

O eleitor não pode entrar na cabine de votação portando celular, câmera fotográfica, filmadora, relógio inteligente, óculos inteligentes ou qualquer outro equipamento que possa ser utilizado para registrar o voto.

Também devem permanecer fora da cabine dispositivos conectados e acessórios equipados com câmeras, microfones ou recursos de comunicação.

Quem se recusar a desligar e deixar o equipamento no local indicado não poderá votar enquanto persistir a recusa. A ocorrência pode ser registrada pelos mesários e, se necessário, a força policial poderá ser acionada.

O que continua permitido

As regras não impedem o uso de recursos de acessibilidade e de tecnologias assistivas por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Esses equipamentos podem ser utilizados normalmente, desde que não sirvam para registrar, transmitir ou divulgar o conteúdo do voto.

Em caso de dúvida sobre determinado aparelho, a mesa receptora poderá solicitar esclarecimentos ao eleitor ou verificar as características externas do equipamento.

Como se preparar para votar

A orientação da Justiça Eleitoral é simples: levar apenas os documentos necessários e, se desejar, uma cola em papel com os números dos candidatos.

Antes de entrar na cabine, o eleitor deve desligar o celular ou qualquer equipamento eletrônico que possa comprometer o sigilo do voto e deixá-lo sob a guarda da mesa receptora. Depois de concluir a votação, os pertences serão devolvidos.

Com essas medidas, a Justiça Eleitoral busca garantir que o avanço tecnológico não comprometa um dos princípios centrais das eleições brasileiras: o voto livre, individual e secreto.

De Olho no Cariri

Com Agência Brasil