TCE-PB reprova contas de municípios paraibanos por excesso de gastos com festividades e falta de licitação; saiba quais

Reunido em sessão ordinária híbrida nesta quarta-feira (03), sob a presidência do conselheiro André Carlo Torres Pontes – em virtude da ausência justificada do presidente Fábio Nogueira, o Tribunal de Contas do Estado emitiu pareceres contrários às contas das prefeituras municipais de Tenório e Itaporanga, relativas a 2023. Regulares foram julgadas as contas do município de Serra da Raiz, exercícios de 2023 e 2024, Alagoinha, remanescentes de 2021, e da Superintendência do Meio Ambiente – Sudema, referentes a 2024.

Pesou para reprovação das contas de Tenório (proc. nº 02635/24), denúncias formuladas contra a gestão do ex-prefeito Manoel Vasconcelos, em relação à inexistência de procedimento licitatório para contratação de uma empresa locadora de veículos e, realização de processo de inexigibilidade na aquisição de laboratórios na área de educação. O relator do processo foi o conselheiro Deusdete Queiroga Filho, que em seu voto não imputou débito ao gestor, tendo em vista a constatação de que os serviços de locação foram prestados. No caso dos laboratórios, inconsistências em relação aos valores para configurar a possibilidade de sobrepreço.

Quanto às contas de Itaporanga, exercício de 2023, sob a relatoria do conselheiro Taciano Diniz (proc. nº 02007/24), entendeu a Corte por acompanhar o voto do relator para rejeitar das contas do ex-prefeito Divaldo Dantas, com destaque para o excesso de gastos com festividades, em contraponto à falta de recolhimento das contribuições obrigatórias com a Previdência dos servidores. Contribuíram ainda para a reprovação o aumento das contratações temporárias sem o devido processo legal e o não pagamento do piso nacional dos professores.

De Olho no Cariri

Ascom TCE/PB

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Pesquisa técnica do Instituto de Pesquisa (IP) revela que cada R$ 1,00 investido pelo município gerou R$ 15,48 em circulação direta no comércio, serviços e polo têxtil local.

SÃO DOMINGOS DO CARIRI (PB) — O 3º Festival da Costura, realizado nos dias 09, 10 e 11 de outubro de 2026, consolidou-se como o maior indutor econômico e cultural do Cariri paraibano. Levantamento estatístico presencial auditado pelo Instituto de Pesquisa (IP) aponta que o evento movimentou entre R$ 2,4 milhões e R$ 3,1 milhões em injeção direta de recursos na cidade, reunindo um público estimado entre 15 mil e 20 mil visitantes.

Com um investimento público referencial de R$ 180 mil na infraestrutura e atrações, o estudo demonstrou um retorno sobre investimento (ROI) socioeconômico de 1.448%. Na prática, cada R$ 1,00 aplicado pela gestão municipal resultou no retorno direto de R$ 15,48 circulando nos caixas de restaurantes, pousadas, lojas, barracas e confecções da cidade.

Aprovação recorde dos serviços públicos

A pesquisa científica, realizada com 200 entrevistas georreferenciadas via GPS e áudio, destacou índices de satisfação comparáveis aos padrões de grandes centros urbanos:

  • Avaliação Geral: 85% dos entrevistados deram notas 9 ou 10 (Excelente) ao evento, totalizando 99% de aprovação positiva.
  • Segurança Pública: 98,6% de aprovação positiva entre moradores e turistas.
  • Limpeza Urbana e Sanitários: 97,2% de avaliações ótimas e boas.
  • Organização e Shows: Mais de 95% de satisfação popular.
  • Índice de Recomendação: 99,3% dos visitantes afirmaram que recomendam a festa e 97,2% têm presença garantida na próxima edição.

Comércio aquecido e valorização do polo têxtil

O impacto fora do pátio de eventos também foi imediato. Entre os comerciantes locais fixos, 64,5% confirmaram aumento direto nas vendas, e 61,3% realizaram contratações temporárias ou reforço de estoque para atender à demanda.

Nos estandes da feira, 100% dos expositores e costureiros afirmaram que o festival fortalece a identidade econômica de São Domingos do Cariri. Além das vendas diretas, 65,2% dos confeccionistas destacaram o ganho de visibilidade da marca e 43,5% fecharam contatos para encomendas futuras no atacado.

O gasto médio individual do público ficou em R$ 159,25 por pessoa, com destaque para os turistas regionais (R$ 185,29) e comerciantes (R$ 245,16). Os dados comprovam que o Festival da Costura deixou de ser apenas uma festividade tradicional para se firmar como uma política pública de desenvolvimento regional, geração de emprego e renda sustentável.

Com Ascom