São João de Sumé vai até dia 29 com muito forró pé de serra

Sumé se tornou no último final de semana, a capital paraibana do autêntico forró com três dias de apresentações de grandes nomes no palco principal da Praça José Américo. Nas festas juninas do município passaram nomes como Flávio Leandro, Waldonys, Irah Caldeira, Os Gonzagas, Dejinha de Monteiro

Na sexta-feira (21/06), o grupo caririzeiro Forró Gente Boa foi a primeira atração da noite com um repertório variado. A segunda atração foi Flávio Leandro, conhecido por suas belíssimas composições, o cantor pernambucano fez um show empolgante com canções que retratam o nordeste brasileiro.

No sábado, dia 22, o São João de Sumé registrou recorde de público, às 22h quando Dejinha de Monteiro subiu ao palco, a praça já estava lotada para acompanhar o cantor que já é presença garantida nos festejos juninos do município. Fechando a noite, a mineira Irah Caldeira fez sua estreia no Cariri, com uma voz marcante, trouxe em sua apresentação uma mistura de ritmos, retratando as regiões brasileiras.

No domingo, 23, último dia dos shows no palco principal, foi a vez de Sumé receber Os Gonzagas, grupo paraibano que surgiu em 2012 e ganhou notoriedade ao participar do programa Super Stars, da Rede Globo. Encerrando as apresentações, a prata da casa, a banda Forró Kent, tocou muito forró até às 3h, deixando no ar já a saudade do São João 2019.

Todas as noites, a praça José Américo recebeu um grande público para acompanhar os shows, as apresentações culturais e as quadrilhas juninas. Neste período, a cidade recebeu um grande número de turistas e de sumeenses que moram em outras cidades e que estão escolhendo o mês de junho para passar as férias e aproveitar as festas juninas do município, que vem crescendo a cada ano.

Com planejamento e organização, a Prefeitura conseguiu proporcionar aos sumeenses bons momentos de cultura e de lazer durante este mês. As festas aconteceram com total segurança, tendo a presença maciça da Polícia Militar, seguranças particulares, bombeiros civis, câmeras de monitoramento, equipes do Samu e com destaque ainda para a pontualidade nas apresentações das bandas.

A transmissão dos shows, em alta definição pela HMais Produtora, no facebook da Prefeitura, também foi um dos pontos fortes do São João, alcançando milhares de pessoas que não puderam estar presentes no evento, mas que interagiram com a festa.

O prefeito Éden agradeceu à sua equipe, que vem contribuindo para fazer do São João de Sumé um dos melhores da Paraíba.

Até sábado, 29 de junho, as barracas continuam funcionando com apresentações de trios de forró pé de serra.

Ascom/PMS

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri