Santo André se prepara para a 8ª Festa da Cabra Rainha com programação especial entre os dias 24 e 26 de abril

A cidade de Santo André, no Cariri paraibano, já vive a expectativa para mais uma edição da Festa da Cabra Rainha, que chega à sua 8ª edição com uma programação diversificada, valorizando a caprinocultura, o empreendedorismo local e a força da cultura regional. O evento acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de abril, promovido pela Prefeitura Municipal de Santo André, por meio das secretarias de Agricultura e Cultura.

Mais do que uma simples festa, a Cabra Rainha é um espaço de encontro e de valorização do pequeno produtor, do artesão, da juventude e das mulheres do campo. A programação deste ano vem repleta de ações formativas, culturais e de fomento à economia local.

Confira os destaques da programação:
• Palestra sobre Gestão Financeira: “Peguei o crédito, e agora? Como usar bem o recurso do Empreender PB”, voltada para orientar os empreendedores sobre o uso consciente e estratégico dos financiamentos públicos.
• Assinaturas de Contratos de Concessão de Crédito com empreendedores da 5ª Região, envolvendo os municípios de Santo André, Parari, Coxixola e Sumé, numa iniciativa que fortalece a economia regional por meio do programa Empreender PB.
• 4º Concurso Garota Cabra Rainha, que promete movimentar a juventude e enaltecer a beleza, a autoestima e o talento das representantes da cultura local.
• Encontro promovido pelo Banco do Nordeste sobre o programa “Desenrola Rural”, além da assinatura de novos contratos de crédito voltados para o fortalecimento do campo.
• Encontro das Mulheres do Agro, com o tema “Políticas Públicas para Mulheres Rurais”, reunindo agricultoras e lideranças femininas em um debate essencial sobre inclusão, direitos e protagonismo no meio rural.
• Além disso, o evento contará com exposição e comercialização de caprinos e ovinos, feira de artesanato, apresentações culturais, oficinas temáticas e shows com artistas locais e regionais.

A Festa da Cabra Rainha tem se consolidado como um dos eventos mais importantes do calendário cultural do Cariri paraibano, movimentando a economia, fortalecendo as redes produtivas e promovendo momentos de celebração e conhecimento.

A população de Santo André e de toda a região está convidada a participar dessa grande festa!

De Olho no Cariri

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil