Professores convocam greve nacional para 13 de agosto e aprovam manifesto de alerta em defesa da Educação

Profissionais da Educação aprovaram manifesto de alerta em defesa da educação pública e gratuita e convocaram nova greve nacional para o dia 13 de agosto. A deliberação foi feita durante o 64º Conad do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).

Segundo “o documento intitulado Financiamento da Educação Superior no Brasil – Impasses e Perspectivas, produzido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Consultoria Legislativa da Câmara Federal)”, o Programa poderá promover profundos ataques à universidade pública, ferindo sua autonomia e impondo a privatização das instituições de ensino.

MANIFESTO DE ALERTA EM DEFESA DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO E GRATUITO

Dirigimo-nos à categoria docente, à comunidade acadêmica, aos dirigentes das Instituições Públicas de Ensino e à sociedade brasileira neste momento de grave ataque à educação pública e gratuita.

No âmbito do 64º CONAD do ANDES-SN, realizado em Brasília, os docentes tomaram conhecimento do projeto de reforma da “autonomia financeira” da educação superior pública federal, elaborado pelo Ministério da Educação (Jornal Valor, 10/07/19). Esse projeto será apresentado a reitores e pró-reitores de planejamento das Universidades Federais em reunião institucional no MEC e com a exposição do Programa Ministerial no INEP durante a semana de15 a 19 de julho.

Diante das difusas informações divulgadas pela mídia, mas considerando o documento intitulado “Financiamento da Educação Superior no Brasil – Impasses e Perspectivas”, produzido pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Consultoria Legislativa da Câmara Federal), o Programa Ministerial poderá promover o mais profundo ataque à universidade pública, ferindo sua autonomia e impondo categoricamente sua privatização. O documento indica a necessidade de Emenda Constitucional para instituir cobrança de mensalidades e captação de recursos próprios como forma de financiamento das IES públicas. Esse procedimento, significaria a destruição do sistema público e gratuito de educação superior, alterando a atual condição de autarquia das IFES que deixariam de ser subordinadas ao regime jurídico de direito público, o que sinaliza a possibilidade de contratações passarem a ocorrer pelo regime celetista ou de contrato temporário.

Em uma só medida, o Governo pretende: a) pôr fim à carreira pública de servidores federais da educação, estimulando a concorrência perversa com novos ingressos pelo sistema de contratação privada, sem qualquer garantia ou estabilidade de emprego; b) consagrar a desresponsabilização do Estado com o financiamento da educação superior pública, aprofundando os cortes já iniciados, que alcançam não só a sustentabilidade da pesquisa e da assistência acadêmicas, mas também a infraestrutura dos serviços mais básicos e do funcionamento das instituições de educação; c) deter e reverter a lógica inclusiva da educação superior pública federal, que, em que pesem os muitos obstáculos recentes, têm permitido que o espaço das universidades e dos institutos federais se abra progressiva e democraticamente para a entrada de estudantes que expressam a diversidade econômica, racial, e de gênero que caracterizam nosso país.

Essas medidas, se aprovadas, devem se estender aos demais serviços públicos federais assim como à esfera dos Estados e municípios, particularmente às Instituições de Ensino em todos os níveis.

Precisamos estar atentos e preparados para o enfrentamento à altura da gravidade dos ataques anunciados, mobilizando a categoria docente e articulando a luta com todos os segmentos da comunidade universitária, dos IF e CEFET, em articulação com os mais amplos setores sociais para combatermos os ataques deste Programa Ministerial, em defesa da educação pública e gratuita.

Neste contexto, conclamamos a todos e todas para a construção da Greve Nacional da Educação em 13 de agosto e de uma Greve Geral para derrotar a política de privatização dos serviços públicos e a destruição dos direitos e conquistas da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

As Instituições Federais de Ensino são um patrimônio da sociedade brasileira, precisamos defendê-las!

Informações com Click PB

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Moradores da comunidade de Chã do Marinho, em Massaranduba, no Agreste da Paraíba, interditaram um trecho da PB-095 nesta terça-feira (13) para cobrar melhorias na sinalização da rodovia. O protesto aconteceu menos de 24 horas após a morte de Samuel Luccas Rodrigues Araújo, de 10 anos, em um acidente entre um carro e uma motocicleta no local.

Durante a manifestação, os moradores queimaram pneus e outros objetos no meio da pista, bloqueando a passagem de veículos nos dois sentidos. O Batalhão Especializado de Polícia de Trânsito Urbano (BPTran) foi acionado para acompanhar a ocorrência.

Os manifestantes pedem a instalação de um redutor de velocidade, além de iluminação pública, placas de sinalização e faixa de pedestres. Segundo os moradores, o trecho dá acesso a uma escola e a um ponto de ônibus, por onde circulam crianças e outros pedestres.

Em entrevista, moradores relataram que outros acidentes já aconteceram na região e cobraram providências das autoridades para evitar novas ocorrências.

O Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB) informou que está apurando as informações e que deve enviar um posicionamento sobre as reivindicações dos moradores.

Entenda o caso

Samuel Luccas Rodrigues Araújo, de 10 anos, morreu no fim da tarde da segunda-feira (12), após a motocicleta em que estava se envolver em uma colisão com um carro na PB-095, em Massaranduba.

De acordo com o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), com o impacto da colisão, o menino foi arremessado para o telhado de uma casa às margens da rodovia. Ele morreu no local, enquanto o homem que pilotava a motocicleta foi socorrido para Campina Grande.

O piloto, de 27 anos, foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. A unidade informou, na manhã desta terça-feira (13), que ele passou por cirurgia e seguia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com quadro clínico estável.

Segundo a Polícia Militar, o motorista do carro não prestou socorro e fugiu do local. A Polícia Civil informou que identificou o motorista, mas ele ainda não havia sido localizado até a última atualização da reportagem.

Com G1 Paraíba