Problema em reservatório no Pernambuco deixa Boqueirão sem água da Transposição, diz Aesa

O açude Epitácio Pessoa, localizado na cidade de Boqueirão, Cariri paraibano, segue perdendo volume desde o início deste mês. De acordo com levantamento da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o reservatório possuía 26,32% de sua capacidade máxima no último dia 1º. Nesta sexta-feira (14), o açude registrou a marca de 25,66%.

O açude de Boqueirão possui capacidade de 466,5 milhões de metros cúbicos de água e é responsável pelo abastecimento de Campina Grande e outros 18 municípios.

O presidente da Aesa, Porfírio Loureiro, disse que a situação vem se arrastando desde o mês de fevereiro, quando o açude deixou de receber as águas da Transposição do Rio Francisco por conta de um problema no reservatório de Cacimba Nova, em Pernambuco.

Porfírio tranquilizou a população das cidades abastecidas pelo açude de Boqueirão e explicou que apesar de não ter uma previsão para que o problema seja resolvido, o atual volume garante água para essas localidades por, no mínimo, um ano. Segundo ele, mais de um milhão de pessoas são atendidas pelo manancial.

De Olho no Cariri

Com Portal Correio

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri