Prisão de Ricardo parece um exagero envolvendo interesses políticos, diz presidente nacional do PT

A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, deputada Gleisi Hoffmann, saiu em defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) alvo de um mandado de prisão preventiva no âmbito da Operação Calvário – o juízo final.

“Considero Ricardo Coutinho um homem sério e que fez ótimos governos na Paraíba. A operação que decretou sua prisão hoje parece-me mais um exagero daqueles que tem sido praxe de setores do judiciário, envolvendo show midiático e interesses políticos”, disse a petista.

No despacho assinado pelo desembargador Ricardo Vital, que autorizou a Operação Juízo Final, um desdobramento da Calvário, o Ministério Público da Paraíba aponta o ex-governador Ricardo Coutinho como líder e responsável pela “organização criminosa”.

“A medida cautelar ajuizada pelo Ministério Público da Paraíba colaciona um extenso material probatório, todo ele apontando o investigado Ricardo Vieira Coutinho como principal líder da Organização Criminosa e responsável direto, tanto pela tomada de decisões dentro do organismos delituoso, quanto aos métodos de arrecadação de propina, sua divisão e aplicação. Segundo as investigações, ele é o chefe do agrupamento que teria se estabelecido no Estado Paraibano”, diz um trecho.

Mais PB

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A Justiça da Paraíba determinou a suspensão da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Serra Branca, no Cariri do estado, em relação ao biênio 2027/2028. O pleito ocorreu em janeiro de 2026 e decisão também suspende a posse dos eleitos.

O juiz Odilson de Moraes considerou a eleição incompatível com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece o princípio da contemporaneidade para votação e fixa o mês de outubro do ano anterior ao início do período direto como tempo mínimo para o pleito.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) pediu a declaração da nulidade absoluta da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Serra Branca e determinação da realização de novo pleito em conformidade com a Lei.

Segundo o promotor o promotor Ailton Nunes Melo Filho, a eleição ocorreu aproximadamente um ano antes do período legal, o que contraria a Lei Orgânica do Município e dos parâmetros do STF.

Ainda segundo o MPPB, o órgão chegou a expedir recomendação para a imediata anulação de todos os atos referentes ao pleito antecipado, mas a Câmara Municipal negou o pedido.

A imprensa tentou contato com a Câmara Municipal de Serra Branca, mas até a última atualização desta matéria não obteve retorno.

Com G1 Paraíba