Confusão política na UFCG termina com pessoas detidas pela PM

Três pessoas foram detidas pela Polícia Militar na manhã desta quinta-feira (8) após uma confusão na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. Segundo informações apuradas pela TV Paraíba, a discussão começou após homens retirarem cartazes políticos que haviam sido colocados por estudantes no campus.

Durante a confusão, uma estudante idosa teria sofrido injúria racial por um dos homens que retiravam os cartazes, segundo relatos de pessoas que estavam no local. Outros estudantes que presenciaram a situação também afirmaram que houve discussão e tumulto.

O professor da UFCG João Lima Neto também estava no local e disse ao g1 que os homens teriam se identificado como fiscais eleitorais e da universidade. Segundo ele, um deles afirmou que já havia retirado um cartaz e que faria novamente. Quando o professor tentou impedir a ação, houve empurrões.

Ainda conforme as informações apuradas pela TV Paraíba, dois dos homens envolvidos deixaram o local em uma motocicleta. Um terceiro foi levado pela Polícia Militar para a Central de Polícia, sob escolta, porque havia receio de que ele fosse agredido pelos estudantes.

Um estudante também foi conduzido pela PM após, segundo um policial, ter cuspido e atingido um agente durante a confusão. Pessoas que presenciaram a situação informaram que estudantes envolvidos na discussão foram orientados a registrar boletim de ocorrência sobre a suposta injúria racial.

João Lima Neto informou ainda que uma equipe da universidade, um advogado e integrantes do setor da OAB, que atua em casos relacionados a crimes de racismo, acompanharam os envolvidos até a delegacia.

Os estudantes estavam se organizando para uma manifestação política prevista para a tarde desta quinta-feira. De acordo com a UFCG, a instituição possui regras específicas para o período eleitoral e orienta que manifestações político-partidárias em seus canais institucionais sigam as normas do período de defeso eleitoral.

A impresnsa entrou em contato com a assessoria da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que informou que realizará uma coletiva de imprensa às 16h desta quinta-feira (8) para falar sobre o ocorrido.

Com G1 Paraíba

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A Justiça da Paraíba determinou a suspensão da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Serra Branca, no Cariri do estado, em relação ao biênio 2027/2028. O pleito ocorreu em janeiro de 2026 e decisão também suspende a posse dos eleitos.

O juiz Odilson de Moraes considerou a eleição incompatível com a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece o princípio da contemporaneidade para votação e fixa o mês de outubro do ano anterior ao início do período direto como tempo mínimo para o pleito.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) pediu a declaração da nulidade absoluta da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Serra Branca e determinação da realização de novo pleito em conformidade com a Lei.

Segundo o promotor o promotor Ailton Nunes Melo Filho, a eleição ocorreu aproximadamente um ano antes do período legal, o que contraria a Lei Orgânica do Município e dos parâmetros do STF.

Ainda segundo o MPPB, o órgão chegou a expedir recomendação para a imediata anulação de todos os atos referentes ao pleito antecipado, mas a Câmara Municipal negou o pedido.

A imprensa tentou contato com a Câmara Municipal de Serra Branca, mas até a última atualização desta matéria não obteve retorno.

Com G1 Paraíba