Presidente do TRE-PB não descarta pedir tropas federais para segurança nas eleições

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, desembargadora Agamenilde Dias, não descartou o pedido de presença de Tropas Federais para a segurança das eleições na Paraíba. Em entrevista ao programa Hora H, na TV Manaíra, a magistrada assegurou que o TRE-PB vai avaliar as situações de acirramentos político no estado e  o pedido “ocorrerá a partir de cada necessidade”.

“Neste momento, estamos detectando pontos de preocupações e reivindicações que efetivamente merecem uma ação mais presente, mais forte da Justiça Eleitoral. Tudo aquilo que estiver dentro do regramento legal nós tomaremos as providências porque o importante é que essas eleições se desenvolvam com tranquilidade”, enfatizou.

Violência política de gênero

Terceira mulher a presidir o TRE-PB na história, Agamenilde Dias falou do esforço que a Corte tem feito para combater a violência política de gênero, que consiste em atos que desmerecem a mulher  e toda a sua participação e qualidade como sujeito ativo e cooperador de uma sociedade. Recentemente, o Tribunal cassou o mandato de muitos políticos referentes as eleições municipais de 2020 por fraude na cota obrigatória para candidaturas de mulheres.

“Eu espero que a Justiça Eleitoral tenha dado o seu recado e que esse recado sirva, tenha o efeito pedagógico já nesse processo eleitoral que se iniciará em breve”, avaliou.

Carreira 

Agamenilde Dias também foi indagada sobre sua carreira e trajetória até chegar ao cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba. Para as mulheres que almejam um dia atingir esse feito, ela sugere muito preparo  para enfrentar os desafios, mesmo já  havendo uma abertura em um mundo onde a maioria dos cargos ainda é ocupado por homens.

“É uma concorrência imensa. Ainda é muito desafiador chegar à jurisdição, ocupar,  preencher e ser membro de um tribunal que você sempre serviu. O que me trouxe ao tribunal foi o currículo e o serviço prestado”,  argumentou.

Com MaisPB

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A respeito do Inquérito Civil Público instaurado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar suposto uso de alimentos da merenda escolar na Escola José Bonifácio de Andrade, localizada no Distrito de Pio X, a Prefeitura Municipal de Sumé esclarece que, no mês de fevereiro do corrente ano, a Secretaria de Obras designou dois servidores efetivos para se deslocarem da sede administrativa até a referida unidade escolar. A missão dos trabalhadores visava realizar reparos estruturais necessários, bem como proceder à análise técnica para a instalação de equipamentos e outras melhorias na infraestrutura do prédio.

Como os serviços executados demandaram dois dias consecutivos de trabalho e a unidade fica distante 30 quilômetros da sede do município, ficou previamente acordado que os profissionais poderiam realizar suas refeições na própria escola. A medida foi adotada para otimizar o tempo de execução das benfeitorias, evitar transtornos à rotina de alunos e professores, e dispensar o deslocamento duplo de ida e volta ao longo do dia.

A Prefeitura de Sumé reitera que a merenda escolar é destinada prioritariamente aos estudantes, premissa seguida à risca em toda a rede municipal. As refeições ofertadas aos dois servidores restringiram-se exclusivamente às sobras da merenda escolar, ou seja, foram consumidas apenas após todos os alunos da unidade terem se alimentado satisfatoriamente, sem nenhum prejuízo ou comprometimento da alimentação diária dos estudantes.

Vale ressaltar que, como a situação envolveu tão somente o aproveitamento de excedentes, sem gerar acréscimos ou necessidade de novos insumos, não houve qualquer necessidade de ressarcimento por parte da Secretaria Municipal de Obras. O quantitativo de merenda destinado à unidade é suficiente para atender com plenitude a todos os alunos matriculados.

Por fim, a gestão municipal reforça seu compromisso com a transparência e informa que todas as listas, documentos de repasses financeiros, registros de alimentos recebidos nos meses de fevereiro e março de 2026 e quantitativos de alunos atendidos foram integralmente entregues ao Ministério Público a época e dentro do prazo solicitado, juntamente com todos os esclarecimentos pertinentes ao caso.

Assessoria