Prefeitura de Sumé faz balanço das ações da Campanha Contra o Trabalho Infantil

A Prefeitura de Sumé encerrou o ciclo de palestras da Campanha Contra o Trabalho Infantil que fez no mês de junho nas escolas da rede municipal de ensino, creches, unidades básicas de saúde e também durante as festividades juninas do município.

Foram realizadas ações educativas em prol das crianças e adolescentes, as equipes estiveram presentes nas escolas Presidente Vargas, Gonçala Rodrigues de Freitas, Maria Leite Rafael, Zélia Brás, Padre Paulo Roberto de Oliveira e na Escola Agrotécnica Deputado Evaldo Gonçalves de Queiroz, além das palestras, teve ciclo de debates e tira-dúvidas com os alunos.

Durante as atividades houve a participação dos instrutores da Cia. Filhos da Dança de Sumé e apresentação de flauta das crianças que participam do projeto Casa da Mônica.

Também foi feito um acompanhamento com os pais que tem filhos na Creche Anita Garibaldi Mendonça Raphael e na Creche Rita Cipriano, buscando alertar sobre os malefícios causados às crianças e adolescentes que deixam de estudar para trabalhar.

Finalizando, a psicóloga do Creas, Adriana Ramos, também realizou um ciclo de conversa com o grupo de gestantes do município, em caráter informativo e apresentou o curta metragem “Vida Maria”, que mostra a história da rotina da personagem “Maria José”, uma menina de cinco anos de idade que é obrigada pela mãe a abandonar os estudos para cuidar dos afazeres domésticos e a trabalhar na roça, mostrando que, se não combatido, o trabalho infantil se reproduz como um ciclo nas famílias, passando para as demais gerações.

Orientamos que toda a população pode contribuir significativamente para a efetivação dos direitos da criança e do adolescente, denunciando qualquer violação através do disque 123, disque 100, ou diretamente no Conselho Tutelar do município”, explicou Francismere Passos, coordenadora do Creas.

Com Ascom PMM

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri