Prefeitos caririzeiros viajam à Brasília para participar da Marcha em Defesa dos Municípios

Vários prefeitos e prefeitas da região do Cariri paraibano estão embarcando para Brasília para participar da XXVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Promovido anualmente pela Confederação, o evento já tem mais de 13 mil participantes inscritos e ocorre de 19 a 22 de maio, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

Os prefeitos Márcio Leite (São João do Tigre), Bira Mariano (Camalaú), Adalcy Freitas (São Sebastião do Umbuzeiro), Felicio Queiroz (São José dos Cordeiros), João Paulo (Barra de São Miguel), Cícero do Carmo (Alcantil), Ana Paula (Monteiro), Fernando Aires (Boa Vista), confirmaram presença em Brasília nesta semana.

Além de lutar por pautas em favor dos municípios, os prefeitos irão cumprir agendas nos gabinetes de parlamentares e órgãos federais em busca da liberação de recursos para seus municípios.

O prefeito e presidente da Associação dos Municípios do Cariri e Agreste paraibano, Márcio Leite, falou em nome dos prefeitos sobre a expectativa para o evento. “Nesta semana estaremos em Brasília na defesa pela pauta municipalista e também em busca de recursos para nossos municípios. Creio que essa edição seja a com maior número de prefeitos do Cariri com presenças confirmadas, todos em busca de defender os interesses dos seus municípios”, disse Márcio.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil