Prefeito Bruno Cunha Lima apresenta sugestões para ampliar capacidade de público no Parque do Povo

Após mais um dia de superlotação no Parque do Povo, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), abriu discussão para encontrar solução para  ‘O Maior São João do Mundo’. Duas sugestões lançadas pelo gestor, neste domingo (3), são: a ampliação da área onde ocorre a festa atualmente ou transferir o evento para outro local que possibilite ter mais espaços.

No caso de transferência, o Parque do Povo pode ser erguido na Região Sudoeste da cidade. No local de terreno plano seria construída uma área com toda infraestrutura com capacidade para comportar entre 200 e 250 mil pessoas. Também no mesmo local seria montado uma cidade cenográfica permanente além de estacionamento, área de embarque e desembarque e transporte público. “Seria uma espécie de Cidade do Forró”, adianta Bruno.

Se a opção for manter o Parque do Povo onde está, a sugestão do chefe do Poder Executivo Municipal é seria ampliar a área sobre dois pequenos quarteirões próximos. De acordo com Bruno Cunha Lima, isso aumentaria significativamente a atual área existente e permitira algumas melhorias no evento. A área ficara com cerca de 28 mil metros quadrados. Além disso, Bruno anunciou que já existe projetos para ligar o Parque do Povo ao Açude Novo.

Esse ano já foram registrados entre seis ou sete dias com superlotação. A última ocorre na noite deste sábado (2), que contou com show de Zé Vaqueiro.

De Olho no Cariri

Mais PB

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil