Paraíba investiga caso suspeito de hepatite misteriosa em criança de sete anos

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) investiga na Paraíba um caso suspeito da ‘hepatite misteriosa’ que tem afetado crianças em todo o mundo. Até o momento o país contabiliza 47 casos suspeitos da doença.

No estado, uma criança com sete anos, internada no Hospital Universitário de João Pessoa, apresenta quadro de hepatite, porém os testes apresentam resultado negativo para todos os agentes causadores das hepatites virais A, B, C, D e E. A partir disso a SES está investigando para saber se o caso se trata da hepatite misteriosa. Segundo a pasta, a criança está bem de modo geral e estável.

Até o momento, o Brasil não tem nenhum caso da enfermidade confirmado, mas 11 Estados já identificaram possíveis diagnósticos: Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Goiás, Maranhão e Santa Catarina.

A hepatite de origem desconhecida está acometendo crianças em, ao menos, 20 países. A doença se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos foi necessário realizar o transplante de fígado.

A doença atinge principalmente crianças de um mês a 16 anos. Até o momento, foi relatada a morte de uma criança.

Em comunicado divulgado em 23 de abril, a OMS disse que não há relação entre a doença e as vacinas utilizadas contra a covid-19. “As hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas covid-19 não têm sustentação pois a grande maioria das crianças afetadas não recebeu a vacinação contra a covid-19”.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas e Caribe, os pacientes da hepatite aguda apresentaram sintomas gastrointestinais, incluindo dor abdominal, diarreia, vômitos, e icterícia (quando a pele e a parte branca dos olhos ficam amareladas). Não houve registro de febre.

Mais PB

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O Partido dos Trabalhadores da Paraíba divulgou, nesta segunda-feira (14), uma nota de repúdio à atuação de policiais militares durante uma manifestação política realizada no município de Prata, no Cariri paraibano.

Segundo o partido, imagens e relatos divulgados sobre o episódio apontam para uma atuação marcada por ameaças e uso ostensivo de armas contra pessoas que participavam de uma manifestação em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso teria ocorrido durante a concentração de uma carreata realizada no último sábado (12). Segundo relatos publicados sobre o episódio, policiais militares chegaram ao local e houve disparos de arma de fogo nas proximidades dos participantes. Vídeos também registraram uma discussão entre policiais e manifestantes, além de uma tentativa de retirada de um celular utilizado para registrar a ocorrência.

Na nota, o PT classificou a situação como “inaceitável” e afirmou que a Polícia Militar deve atuar para garantir a segurança da população, e não impedir ou constranger cidadãos por suas posições políticas.

O partido informou ainda que está cobrando da Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba uma apuração imediata e rigorosa dos fatos, incluindo a identificação dos policiais envolvidos e a responsabilização daqueles que tenham cometido eventuais abusos.