Açude de Boqueirão é fonte de renda para mais de 600 pescadores locais

O açude Epitácio Pessoa é fonte de renda para 650 pescadores registrados do município de Boqueirão, no Cariri da Paraíba. E com a chegada da primavera, em meados de setembro, o período se torna mais propício para a pesca com as altas temperaturas.

O pescador José Batista destaca que o momento perfeito para pesca é a partir do dia 20 de setembro, quando a água esquenta ainda mais.

“Para nós que somos pescadores daqui de Boqueirão, isso aqui é o céu. A gente vive no paraíso”, ressalta.

O aumento da temperatura favorece a reprodução dos peixes. Como são animais que a temperatura corporal varia de acordo com o ambiente, a temperatura elevada é uma espécie de “gatilho biológico”, tornando o momento ideal para os peixes se reproduzirem.

Açude de Boqueirão atinge 47% da capacidade

Além de garantir a renda dos pescadores, o manancial é responsável por abastecer Campina Grande e outras 18 cidades da região. Atualmente, o açude de Boqueirão está com cerca da metade da capacidade total de armazenamento.

Na última quarta-feira (9), o açude marcou pouco mais de 47% da capacidade total. O volume é superior a 220 milhões m³ de água.

Antes da chegada da Transposição do Rio São Francisco, o reservatório chegou a ter apenas 3,6% da capacidade em março de 2017. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), foi o nível mais baixo da história.

Em 2017, o açude chegou a ter apenas 3,6% da capacidade. O nível mais baixo da história. — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Em 2017, o açude chegou a ter apenas 3,6% da capacidade. O nível mais baixo da história. — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Na época, a expectativa dos técnicos era que o açude acumulasse de 40 a 50% da capacidade total.

De olho no Cariri

Com G1 Paraíba

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri