Mulher é baleada dentro de casa por engano durante perseguição policial, em Queimadas

Uma mulher de 55 anos foi baleada por engano dentro de casa durante uma ação policial na manhã de domingo (26), em Queimadas, no Agreste da Paraíba. Policiais sem caracterização estavam perseguindo um veículo, perderam esse carro de vista e, ao avistar outro veículo parecido, houve abordagem e invasão a residência da mulher.

A situação ocorreu por volta das 5h30 do domingo (26), quando policiais da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) estavam em uma ação para abordar um veículo suspeito e começou uma perseguição. Num determinado momento, os policiais perderam o veículo suspeito de vista e encontraram um outro carro similar e começaram a abordagem.

Imagens de circuito de segurança da residência mostram o homem, que não tinha nenhum envolvimento com a situação, tirando o veículo da garagem de casa e fecha o portão. Logo em seguida, o rapaz é surpreendido pelos policiais que já chegam atirando contra o veículo, e, desesperadamente, o rapaz corre para dentro de casa.

Os policiais invadem a residência, atirando, e perseguem o rapaz até o quintal da casa. Um dos disparos atingiu a mãe do rapaz na região do braço. Ao ver a situação, os policiais pararam de atirar e, ao ver a situação da mulher, socorreram ela para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

Na unidade hospitalar, a mulher de 55 anos passou por procedimento cirúrgico e foi constatada uma fratura no braço. O estado de saúde dela é estável, mas sem previsão de alta médica.

A Polícia Civil da Paraíba vai dar mais informações sobre esse caso na tarde desta segunda-feira (27), com o delegado Paulo Ênio, e, até o momento, o policial envolvido na ação foi ouvido e teve a arma recolhida pela corporação.

Com G1 PB

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil