MPF recomenda à Caixa e construtoras ações de cuidado com rede de esgoto para evitar contaminação de águas da transposição em Monteiro

A Caixa Econômica Federal (Caixa) deve determinar aos construtores de imóveis e empreendimentos financiados com os recursos da instituição, em Monteiro (PB), adotar medidas para à adequação do manejo de esgotos das construções localizadas próximo ao canal de escoamento de águas pluviais do município, conforme recomendação do Ministério Público Federal (MPF) publicada nesta segunda-feira (27).

A Caixa terá o prazo de dez dias úteis para informar o acatamento da recomendação e quais providências serão adotadas para solucionar o problema.

Conforme a recomendação, uma inspeção técnica foi realizada nas obras dos canais pluviais, em 20 e 21 de junho de 2022 e constatou uma crescente expansão de loteamentos e da construção de edificações em locais desprovidos de rede coletora de esgoto.

 Durante a visita, verificou-se também a existência de imóveis que contribuem para a contaminação dos canais de escoamento de águas pluviais que se encontram com as águas da transposição.

A inspeção foi feita por perito do MPF com representantes da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba (Cagepa), da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) e da Prefeitura de Monteiro.

 Na ocasião, engenheiros da Cagepa sugeriram à Prefeitura de Monteiro que o município se abstivesse de fornecer licenças e/ou alvarás de construção, nos casos em que estes empreendimentos estiverem situados na região da bacia de contribuição do rio Paraíba.

O MPF ressalta que a Caixa, como empresa pública federal, cuja missão é promover o desenvolvimento sustentável do país, não pode se eximir de sua responsabilidade social de zelar pelo regular uso de seus recursos.

Portanto, é dever da instituição fiscalização dos empreendimentos financiados, seja no aspecto ambiental ou mesmo verificando, por exemplo, se não há um loteamento irregular sendo construído com seus empréstimos ou financiamentos.

Ao fazer a recomendação, o Ministério Público Federal ainda considerou que, para além da contaminação das águas pluviais, “os problemas detectados na visita técnica também contribuem para o incremento de arboviroses, que estão sendo observadas em número crescente no Estado”.

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A mulher suspeita de decepar o órgão genital do companheiro em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, se apresentou à Polícia Civil. Crime aconteceu no dia 6 de setembro, quando o homem, de 33 anos, foi encontrado amarrado e ferido no bairro da Catingueira.

De acordo com informações da Polícia Civil, a mulher se apresentou na última quinta-feira (10), foi ouvida e liberada. A polícia deve receber a imprensa na terça-feira (15) para esclarecer detalhes das investigações.

A mulher é investigada pela agressão contra o companheiro. Ela teria cometido o crime após suspeitar que o homem havia praticado abusos sexuais contra os dois filhos dela, de 8 e 10 anos.

Polícia Civil investiga suspeita de abusos sexuais

O delegado da Polícia Civil da Paraíba, Heitor Soares, que está à frente da investigação dos supostos abusos, informou que o inquérito foi aberto após o pai das crianças registrar um boletim de ocorrência sobre o caso.

A polícia também encaminhou áudios e vídeos relacionados ao caso para perícia, que deverá verificar a integridade e a autenticidade do material.

As crianças também seriam encaminhadas ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) para a realização de exames sexológicos. De acordo com o delegado, os exames devem ajudar a verificar se houve penetração ou alguma lesão na região genital.

O delegado explicou ainda que a investigação sobre os supostos abusos sexuais será conduzida pela delegacia especializada. Já a investigação sobre a agressão contra o homem ficará, inicialmente, a cargo da delegacia distrital responsável pela área.

Ao fim da investigação, o homem apontado como suspeito deverá ser ouvido para apresentar a própria versão dos fatos.

O delegado explicou ainda que a delegacia responsável pela investigação dos abusos sexuais apura apenas os supostos crimes contra as crianças. Já a investigação sobre a agressão contra o homem, que teve o órgão genital decepado, ficará inicialmente sob responsabilidade da delegacia distrital.

Com G1 Paraíba