Márcio Leite diz que prioridade de futura gestão será dar oportunidade aos jovens de São João do Tigre

O pré-candidato a prefeito de São João do Tigre, Márcio Leite, foi entrevistado neste sábado (27) pela Serra Branca FM e disse que a prioridade de sua gestão, uma vez eleito, será criar estratégias e oportunidade para os jovens tigrenses.

“Avançamos muito com nosso prefeito Célio em obras e estruturação da nossa cidade. Uma vez eleito, vou manter todas as conquistas alcançadas até aqui, mas buscar ampliar não apenas a atração de investimento para novas obras, como criar programas que beneficiem diretamente a vida de nosso povo, especialmente os mais jovens”, pontuou Márcio.

Questionado sobre o que tinha em mente para a juventude de São João do Tigre, Márcio Leite disse que pretende fortalecer a educação de base e criar um programa de estímulo ao primeiro emprego, através de estágios remunerados e supervisionados no Poder Público.

O pré-candidato disse não está preocupado com a eleição, mas com a discussão junto ao povo tigrense de um projeto que já está construído e visa ligar São João do Tigre cada vez mais ao futuro. “Tem gente que está preocupado com anúncio de vice, justificativa para recursos recebidos indevidamente. Eu estou noutra perspectiva. Tenho construído pontes, discutido projetos para o futuro de São João do Tigre e ouso dizer que se a eleição fosse amanhã estaria pronto para o debate e para apresentar a melhor proposta para nosso povo”, destacou Márcio Leite.

De Olho no Cariri

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil