Justiça da Paraíba condena médico a nove anos de prisão por violência contra ex-esposa

O médico João Paulo Souto Casado foi condenado a 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado, além do pagamento de R$ 20 mil por danos morais, por agredir física e psicologicamente sua então esposa, Rafaella Souza, durante três anos. A informação foi divulgada inicialmente pelo Blog Maurílio Júnior.

A sentença foi proferida pela juíza Gabriella de Britto Lyra Leitão Nóbrega, do Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de João Pessoa. O processo reúne cinco episódios diferentes de violência entre 2021 e 2023. Entre as agressões, estão socos, chutes, puxões de cabelo e empurrões, alguns deles registrados por câmeras de segurança e outros testemunhados.

Uma das violências foi registrada na frente do filho do casal dentro do elevador de um prédio. Outro registro foi no carro de João Paulo, quando agrediu a mulher com dez socos em apenas 22 segundos. O caso teve repercussão nacional após ser exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, em setembro de 2023.

O réu também foi condenado por violência psicológica. Segundo os autos, ele exercia controle financeiro, humilhava a vítima com xingamentos e a ameaçava com base em sua dependência econômica. A Justiça considerou que os episódios formam um padrão contínuo de agressividade, caracterizando um ciclo de violência doméstica.

João Paulo Casado pode recorrer da sentença em liberdade, mas a Justiça negou a conversão da pena em medidas alternativas por se tratar de crimes praticados com violência e grave ameaça à integridade da vítima.

A magistrada também determinou que, após o trânsito em julgado, o nome do réu seja incluído no rol de culpados, com suspensão dos direitos políticos e expedição de mandado de prisão.

MaisPB

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri