Jogadores aprovam presença de Bolsonaro na festa; Tite se cala

O presidente Jair Bolsonaro participou ativamente da festa da seleção brasileira no Maracanã e chegou a erguer a taça da Copa América. Questionado durante sua entrevista coletiva neste domingo, 7, o técnico Tite, que escapou no momento da foto do grupo com o presidente, se negou a falar sobre o tema. Os jogadores, no entanto, aprovaram a presença da “autoridade máxima do país”. O zagueiro Marquinhos garantiu que cumprimentou o presidente.

Durante a coletiva de imprensa, um jornalista estrangeiro pediu para fazer uma pergunta em inglês sobre a presença Bolsonaro. O assessor que comandava a entrevista tentou vetar o questionamento por “não se tratar de um assunto da Copa América”, mas diante da revolta dos jornalistas presentes, Tite aceitou responder, de forma sucinta: “Eu fico tão envolvido no futebol, nas situações, mas a minha situação e no meu foco é na minha essência. Nisso eu fico envolvido. As outras situações são de fora.”

Finalizada a coletiva, o técnico Tite ficou na sala mais alguns minutos e respondeu aos jornalistas que não foram atendidos. Questionado se teria se incomodado com a presença do presidente da República, deixou claro que não queria se posicionar sobre isso. “Só bola. Eu não quero entrar nisso. A resposta é: eu não quero entrar nisso.”

O zagueiro Marquinhos tratou de fazer um esclarecimento. Viralizou nas redes sociais um momento em que o defensor passa reto por Bolsonaro, no momento da entrega das medalhas. “Não, pelo amor de Deus (risos). Era a segunda vez que eu tinha passado, eu já tinha cumprimentado ele, aí depois voltei para pegar a medalha com a pessoa que estava antes dele e por isso passei”, disse. “É autoridade máxima do país e o torneio sendo no Brasil, não vejo problema de ele estar ali, é como acontece em vários países”, completou.

O capitão Daniel Alves pregou respeito a Bolsonaro. “O presidente é autoridade máxima e como cidadão tenho que respeitar o presidente da República. Se gostam ou não gostam, esse não é o lugar para as pessoas opinarem. Ele não comprou o direito de estar ali, as pessoas votaram nele, e a única coisa que eu desejo a ele é que melhore nosso país e aumente a esperança dos cidadãos e que as pessoas saibam que o respeito é o princípio de tudo.”

O zagueiro Thiago Silva e o atacante David Neres seguiram a mesma linha. “Acho mais do que justo que nosso presidente desça para tirar fotos e espero que isso aconteça muitas vezes”, disse o zagueiro. “É o presidente do Brasil, acho que é importante ele estar ali. Não tenho muito o que falar sobre isso”, resumiu Neres.

O próprio Bolsonaro postou em suas redes sociais o momento em que entrou no campo para segurar a taça ao lado dos atletas. Na imagem postada pelo presidente, ouvem-se gritos de “mito”.

Com Click PB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri