João Pessoa é a melhor capital nordestina para morar, diz pesquisa

João Pessoa. Foto: Correio da Paraíba

No último sábado (5), João Pessoa comemorou 432 anos. Conhecida por ser uma cidade calma, cheia de belezas naturais e de povo caloroso e hospitaleiro, a capital paraibana tem despontado como um refúgio ideal para quem quer morar bem. É o que mostra uma pesquisa da Macroplan que apontou as 100 melhores cidades brasileiras para morar com mais de 266 mil habitantes.

Avaliadas as áreas da educação, economia, gestão, saneamento, saúde, segurança e transparência fiscal, a cidade ocupou o terceiro lugar no ranking Nordeste e o primeiro entre as capitais da Região. Por isso mesmo não é raro encontrar pessoas que deixaram a vida em outros estados para firmar morada em solo pessoense. A psicóloga Magda Pozzobon é uma delas.

Natural do Rio Grande do Sul, ela sempre alimentou o sonho de morar de frente ao mar, abrigada no calor do Nordeste. Há quatro anos, ela viu uma oportunidade de concretizar esse projeto. “Buscava uma cidade calma, tranquila, que ao mesmo tempo tivesse aquele clima do interior, onde as pessoas se cumprimentam na rua, se reconhecem no bairro; mas que reunisse critérios de cidade grande, com universidades, shoppings, supermercados, com facilidade para aquisição das coisas. E foi em João Pessoa que encontrei tudo isso”, lembrou.

Essas características acabam tornando João Pessoa uma ótima opção de investimento imobiliário. Segundo o gerente comercial da construtora Alliance, Murilo Souza, isso acontece pelo seu perfil diferente. “A capital paraibana possui uma demanda diferenciada. É uma cidade que atrai muito o turista interno para investir. Muitos voltam para morar, outros compram imóveis como segunda residência, existem também aqueles que escolhem a cidade como local para aproveitar a fase da aposentadoria… João Pessoa é, definitivamente, uma cidade com características diferentes nesse sentido.”, disse.

O vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) no Nordeste, Irenaldo Quintans ressalta ainda a competitividade em relação às capitais vizinhas. “A variedade de ofertas e, sobretudo, o preço de venda dos imóveis são vantagens da cidade em comparação aos grandes centros. Temos imóveis para todos os bolsos, em excelentes localizações e valores em João Pessoa. Em todas as faixas de renda ainda são os mais baratos do Nordeste.”, comentou.

Em pesquisas recentes, dados mostram a diferença entre os valores do metro quadrado das principais capitais do Brasil e a capital paraibana. Enquanto o Leblon, bairro mais caro do Rio de janeiro, tem o metro quadrado sendo vendido por R$ 21.541, Tambaú, o mais valorizado de João Pessoa, tem imóveis de R$ 9.949 o metro quadrado. E a disparidade se mantém a mesma se comparado com aos bairros nobres de São Paulo (R$ 16.564) e Distrito Federal (15,108).

É justamente no assunto alto padrão e imóveis diferenciados que a cidade não fica atrás. Em constante crescimento, este mercado vem se modernizando e oferecendo imóveis com itens nunca antes vistos na cidade e no país, como explica o arquiteto Paulo Macedo, responsável pelo projeto do Solar Tambaú, empreendimento de luxo localizado no bairro mais nobre de João Pessoa que investiu em diferenciais.

“Nunca houve em nosso escritório um trabalho igual a esse. Foi um projeto em que mais vimos a reunião de profissionais especializados e em suas áreas específicas. Desde a sinalização do subsolo à fachada, passando pelo cabeamento e rede de segurança, todos estavam atuado em sua área de expertise”, comenta o arquiteto que também ressalta a importância do Solar para a qualidade do setor da cidade. “São materiais de primeira qualidade, que elevem a o nível das edificações de João Pessoa. Há uma tendência que essas tecnologias sejam percebidas e isso seja difundido e seja cobrado em outros empreendimentos. Isso torna o cliente mais exigente que vai levar o padrão da construção civil de João Pessoa.”, disse.

Diferenciais e a inserção de novos conceitos também contribuem para a variedade no mercado. A Alliance, considerada a maior da Paraíba pelo Ranking ITC pelo quarto ano consecutivo, investe exatamente nesses itens. “Dentro dos nossos produtos, empreendimentos como os Club Residence e as mansões suspensas atraem mais o público local e de outros estados, assim como projetos paisagísticos bem executados e itens de lazer diferenciados, como boliche, beach place, garage band, tecnolounge, entre outros”, finaliza Murilo.

Com Portal Correio

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB