João Azevêdo anuncia instalação de montadora de motos e novo Centro de Distribuição em Campina Grande

O governador João Azevêdo anunciou, nesta segunda-feira (25), durante o programa Conversa com o Governador, na rádio Tabajara, a instalação de uma montadora de motos elétricas e um Centro de Distribuição de ar-condicionado. A ação faz parte do Programa de Desenvolvimento Econômico que contempla a interiorização de ações voltadas à industrialização.

O protocolo de intenções para instalação da montadora e do Centro de Distribuição será assinado na próxima quarta-feira (27), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), em Campina Grande, quando serão repassadas as informações relativas ao processo.

De acordo com o governador, a chegada da empresa abre mais uma grande frente de negócios, com o compromisso de grandes investimentos no estado. “Trata-se de um grupo que vem somar e impulsionar o nosso desenvolvimento, começando pela montadora de motos elétricas e pelo centro de distribuição de ar-condicionado, que distribuirá para todo o Brasil”.

O grupo atua na área de equipamentos de energias renováveis e está entre os 10 maiores fornecedores do Brasil em equipamentos de geração solar, com diversos produtos no segmento.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil