Inscrições para o concurso dos Correios terminam segunda-feira

Mais de 1,2 milhão de candidatos já se inscreveram, sendo quase 92% para o cargo de nível médio

Se você está pretendendo se inscrever no concurso público nacional dos Correios, saiba que se o certame encerra na próxima segunda-feira (28), as inscrições. Os interessados devem realizar a inscrição no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). As taxas são de R$ 39,80 para cargos de nível médio e R$ 42,00 para nível superior, com prazo de pagamento até o dia 29 de outubro.

Mais de 1,2 milhão de candidatos já se inscreveram, sendo quase 92% para o cargo de nível médio. Aproximadamente 160 mil candidatos tiveram suas inscrições isentas, após comprovação dos requisitos sociais exigidos no edital.

O concurso oferece 3.511 vagas, sendo 3.099 para nível médio e 412 para nível superior. Há uma reserva de 30% das vagas para pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas, percentual superior ao exigido por lei, que é de 20%. Para o cargo de nível médio, isso representa 936 vagas. Além disso, 10% das vagas são destinadas a pessoas com deficiência. Os candidatos que concorrem a vagas reservadas devem enviar a documentação comprobatória até o fim do período de inscrição.

Segundo o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, o concurso faz parte da estratégia de modernização da estatal: “Estamos investindo em pessoas e renovando nosso corpo funcional para impulsionar a inovação e nos tornarmos os Correios do Futuro, cumprindo a diretriz do presidente Lula de fortalecer e modernizar a empresa”.

Confira as vagas e salários

As vagas de nível médio são para o cargo de Agente de Correios – Carteiro, com salário inicial de R$ 2.429,26. Com o acréscimo do vale-alimentação/refeição de cerca de R$ 1.400,00, a remuneração mensal chega a aproximadamente R$ 4 mil.

Para os cargos de nível superior, o salário inicial é de R$ 6.872,48, podendo alcançar cerca de R$ 8,5 mil, considerando o vale-alimentação/refeição. As especialidades incluem advogado, analista de sistemas, arquiteto, arquivista, assistente social e engenheiro. Para engenheiros e arquitetos, o salário será ajustado para o piso legal das categorias, atualmente em R$ 10.302,00.

Todos os cargos oferecem adesão a plano de saúde e previdência complementar.

Provas

As provas estão previstas para o dia 15 de dezembro de 2024, em todas as regiões do país, incluindo 306 localidades. Para o cargo de Agente de Correios, serão aplicadas provas objetivas com 50 questões. Já para o cargo de Analista de Correios, a seleção incluirá provas objetivas e uma prova discursiva com redação de até 30 linhas.

O edital completo está disponível no site do IBFC e no portal dos Correios.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil