Governo Federal cogita auxílio emergencial de R$ 200 a público menor

A equipe econômica não quer, mas já tem planos prontos para acionar caso não consiga bloquear a pressão política por um novo auxílio emergencial ou se a situação da pandemia se agravar ainda mais. Uma das alternativas em análise é reduzir significativamente o número de beneficiários (que foi de 56 milhões no fim do ano passado), colocando foco nos mais necessitados entre os informais, e dar um benefício de R$ 200 (valor próximo do atual Bolsa Família) por três meses, limitando o impacto fiscal em um cenário considerado extremamente apertado.

Ela poderá ser adotada por meio de crédito extraordinário, ou seja, fora do teto de gastos da União, desde que o Congresso aceite aprovar a desindexação dos gastos da União, adotando um congelamento nominal generalizado de despesas, e dos gastos dos Estados, proibindo reajustes a servidores. As mudanças seriam feitas no âmbito da PEC Emergencial.

Com a aprovação dessas medidas, o governo conseguiria mitigar parte do custo fiscal de uma eventual adoção do auxílio, que teria impacto de no mínimo R$ 7 bilhões por mês. Alguns técnicos, no entanto, acreditam ser improvável que o custo seja menor que R$ 10 bilhões mensais (os valores se alteram conforme o tamanho do público-alvo).

A PEC Emergencial tramita no Congresso há mais de um ano e, para viabilizar o benefício dentro dos princípios de austeridade fiscal do ministro Paulo Guedes, precisaria superar a grande resistência política e ser aprovada muito rapidamente.

Outras hipóteses para uma renovação do auxílio também estão prontas desde dezembro por parte dos técnicos. Além disso, há risco de o Congresso querer mudar os termos de uma eventual proposta a ser encaminhada pelo Palácio do Planalto, como fez quando aprovou o benefício no início da pandemia – a proposta inicial do governo era de R$ 200, e não R$ 600. De qualquer forma, a área técnica está convicta de que, neste momento e nas atuais condições, mesmo com a alta recente de casos e mortes, voltar a pagar o auxílio não é o melhor caminho.

“É um erro renovar o auxílio”, disse uma fonte. “A medida vai deteriorar as expectativas do mercado em torno da sustentabilidade das contas públicas e prejudicar a população mais carente, com o impacto que terá na inflação”, acrescentou.

Nesse sentido, foi comemorado o fato de o presidente Jair Bolsonaro ter se manifestado ontem reforçando o compromisso com o teto de gastos e justificando que a situação fiscal do país não abre espaço para adotar o benefício sem que outras despesas sejam cortadas.

A ideia de um benefício de R$ 200 está na mesa porque tem um impacto fiscal bem mais contido do que outras alternativas. O valor foi o primeiro a ser apresentado pela Economia ao Congresso em abril do ano passado e está próximo do que é pago pelo programa Bolsa Família (que na média hoje está em R$ 191 e pela proposta orçamentária poderia ir a cerca de R$ 200).

A interlocutores da ala política Guedes chegou a mencionar que, neste valor, o auxílio poderia ter ficado por mais de um ano e até dois anos. Mas essa avaliação era no momento em que o programa foi proposto e teve início, entre março e em abril de 2020, quando o Congresso empurrou o valor para cima e acabou ficando em R$ 600 por cinco meses e R$ 300 por outros três.

Desde então e por causa desses níveis bem mais altos de auxílio, o espaço fiscal para essa política diminuiu muito. Isso porque o enorme gasto feito pelo governo federal no período, que incluiu outras medidas, foi financiado com aumento da dívida, que depende do humor dos investidores para ser renovada.

Fontes da área econômica destacam que o auxílio emergencial não pode ser visto como política para ajudar o nível de atividade, e sim de sobrevivência para as pessoas mais necessitadas, em um contexto de impossibilidade de se obter o sustento normalmente.

Por isso, é majoritária a leitura dos técnicos de que ainda não seria o caso de se adotar o benefício. Fontes lembram que, entre março e abril do ano passado, a economia estava parada e as pessoas não podiam sair para trabalhar, enquanto agora, a despeito de algumas restrições permanecerem, o processo produtivo está bem mais próximo da normalidade.

Outro aspecto fundamental para a decisão sobre voltar o auxílio é o andamento do processo de vacinação. Para a equipe econômica, é importante que se mantenha uma pressão social pela imunização em massa, que seria o caminho para garantir o pleno funcionamento da economia sem precisar do suporte do governo para os informais.

Isso ajuda a entender porque Guedes foi mais enfático anteontem ao defender “vacinação em massa”, que tem um custo fiscal bem menor e já contratado no ano passado.

Com Valor Globo

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Um dos suspeitos de invadir casa do ex-prefeito de Queimadas, no Agreste da Paraíba, e fazer família refém durante assalto foi preso na tarde desta sexta-feira (2), no bairro do Cinza, em Campina Grande.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito confessou ter participado do crime, que aconteceu na noite de quinta (1°), e estava em uma área de vegetação, provavelmente indo em direção onde os demais suspeitos deveriam estar.

O suspeito foi encaminhado para a Central de Polícia de Campina Grande. Não foi divulgada a identidade do suspeito.

De acordo com a Polícia Militar, o imóvel invadido em Queimadas pertence ao ex-prefeito da cidade e atual candidato a deputado federal pelo Podemos, Jacó Maciel. Ele não estava na residência no momento da ação.

Relembre o crime

Uma casa foi invadida e uma família foi feita refém na noite desta quinta-feira (1º), no bairro Ligeiro, em Queimadas, no Agreste da Paraíba.

De acordo com a Polícia Militar, quatro homens encapuzados e armados invadiram a casa e renderam pessoas da família e funcionários. Segundo o relato das vítimas aos policiais, os suspeitos conseguiram levar pertences como celulares e joias, e também ameaçaram levar uma das pessoas que estava no imóvel.

Ainda na noite da quinta-feira (1º), os celulares levados da residência foram encontrados. Na manhã desta sexta-feira (2), a PM identificou, por meio de câmeras de segurança, o veículo que teria sido usado no crime. O carro foi localizado no bairro do Mirante, em Campina Grande. Quando os ocupantes perceberam a presença dos policiais, fugiram em alta velocidade e teve início uma perseguição.

Durante a fuga, o carro acabou capotando em um trecho localizado já no sentido de João Pessoa, próximo à BR-230. Os suspeitos conseguiram fugir. A polícia não informou quantos suspeitos teriam participado da ação criminosa.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba