MP entra na Justiça contra ex-prefeitos de Cabedelo, Vitor Hugo e André Coutinho, por suposta ligação com facções criminosas

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou com uma ação civil pública na Justiça contra os ex-prefeitos de Cabedelo, Vitor Hugo e André Coutinho, além de um chefe de uma organização criminosa, Flávia de Lima Monteiro, conhecido como “Fatoka”, pelo suposto uso da estrutura administrativa municipal para desvios de recursos públicos relacionado à contratação de pessoas indicadas pela facção.

De acordo com o MPPB, a ação é por improbidade administrativa dos ex-gestores e tem como base as duas fases da Operação En Passant, feita pela Polícia Federal, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

O órgão afirmou que os ex-gestores realizam uma aliança com o chefe do tráfico de drogas local, Fatoka, em que este indicava pessoas para serem contratadas, em troca de “apoio” e “proteção política” nas comunidades dominadas. O MP disse que, com isso, havia a subjugação de moradores para impor sua vontade nos mais diversos contextos de vida, inclusive na opção de voto para mandatos eletivos.

A reportagem entrou em contato com os dois ex-prefeitos citados na ação do MP. Vitor Hugo informou que a sua equipe jurídica aguarda a notificação formal para tomar medidas cabíveis e André Coutinho não retornou até a última atualização desta reportagem.

Segundo as investigações, também foram apontados esquemas de desvio de recursos públicos, em que as pessoas contratadas precisavam destinar parte do montante recebido para outras pessoas, prática conhecida como “rachadinha”.

Supostas participações de ex-prefeitos

Também conforme o MP, Vitor Hugo, teria utilizado a estrutura administrativa municipal para autorizar e avalizar a nomeação de pessoas indicadas pela organização criminosa, com consequente desvio de recursos públicos.

A ação também aponta a participação de André Coutinho, então vereador e posteriormente prefeito de Cabedelo, que teria atuado na autorização e no aval de nomeações de pessoas indicadas pela organização criminosa, tanto na Câmara Municipal quanto na Prefeitura.

Quem é Fatoka

Fatoka: De morro no Rio, criminoso ordenou execuções, venda de drogas e esquema na Paraíba — Foto: TV Globo

O chefe da facção criminosa Comando Vermelho na Paraíba, Flávio de Lima Monteiro, mais conhecido como Fatoka, está ligado ao esquema investigado pela Polícia Federal na Prefeitura de Cabedelo, na Grande João Pessoa. A investigação aponta o uso de empresas terceirizadas para a contratação de pessoas ligadas à facção, que eram indicadas por Fatoka.

O primeiro registro de Fatoka na prisão foi em 2012. Naquela ocasião ele foi preso porque era o responsável por comandar uma facção criminosa paraibana, promover rebeliões em presídios e também por ser mandante de diversos homicídios violentos em João Pessoa naquela época.

Ele ficou preso de 2012 até 2018, quando houve uma fuga em massa de presos da Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1. Ele foi um dos 92 presos que fugiram após o uso de explosivos para a derrubada do portão principal.

Meses depois da fuga, Fatoka foi localizado em Alagoas e preso novamente. A Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima de que traficantes estavam se passando por veranistas e estavam escondidos em uma casa de praia no estado.

No entanto, após a prisão, houve o relaxamento do cumprimento da pena por parte da Justiça, isso porque ele foi posto em liberdade para cumprir medidas cautelares, com o uso de tornozeleira eletrônica. Conforme a Polícia Civil, ele rompeu a tornozeleira e depois fugiu para o Rio de Janeiro.

Além dos crimes como assassinato e tráfico de drogas, Fatoka também é alvo de uma investigação por ter aliciado violentamento eleitores da cidade de Cabedelo, durante as Eleições de 2024. Mais uma relação entre o criminoso e o poder público da cidade.

Ele está na lista do Ministério da Justiça que elenca os criminosos de cada estado que são considerados mais perigosos e seguem foragidos.

Com G1 Paraíba

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A Câmara Municipal de Livramento, no Cariri paraibano, já tem data definida para a eleição que escolherá os novos integrantes da Mesa Diretora do Poder Legislativo para o segundo biênio da atual legislatura, correspondente ao período de 2027 a 2028.

A eleição está marcada para a próxima terça-feira, dia 20 de outubro, às 19h, no plenário da Câmara Municipal, localizado na Rua Presidente João Pessoa, no Centro da cidade.

A convocação foi oficializada por meio do Edital nº 01/2026, assinado pelo atual presidente da Casa Legislativa, vereador Lucenildo Rodrigues.

Durante a sessão, os parlamentares deverão escolher os ocupantes de quatro cargos: presidente, vice-presidente, primeiro-secretário e segundo-secretário. Os eleitos serão responsáveis pela condução administrativa e legislativa da Câmara durante o próximo biênio.

De acordo com o edital, os vereadores interessados em disputar os cargos deverão registrar suas candidaturas na Secretaria da Câmara até as 17h da segunda-feira, dia 19 de outubro.

A escolha acontecerá por meio de votação secreta, utilizando cédula única. Para vencer no primeiro turno, o candidato precisará conquistar a maioria absoluta dos votos. Caso isso não aconteça, haverá uma segunda votação entre os dois mais votados para o respectivo cargo.

O documento também estabelece que vereadores suplentes que estejam exercendo temporariamente o mandato não poderão ocupar cargos na Mesa Diretora. Caso não haja quórum suficiente para a realização da eleição, uma nova sessão será automaticamente convocada para o dia seguinte, no mesmo horário.

A eleição representa um momento importante para os rumos do Legislativo municipal, já que a nova composição da Mesa Diretora terá a responsabilidade de conduzir os trabalhos da Câmara nos dois últimos anos da atual legislatura.

O edital foi assinado pelo presidente Lucenildo Rodrigues no último dia 14 de outubro e oficializa o calendário e as regras do processo eleitoral interno.

De Olho no Cariri