Gabarito oficial do Enem 2025 será divulgado nesta quinta-feira (13), confirma Inep

O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 será divulgado na próxima quinta-feira (13), na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), na seção “Provas e Gabaritos”. A informação foi confirmada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em coletiva realizada em Brasília, neste domingo (9), após o primeiro dia de aplicação das provas.

Com a decisão, o governo antecipa a previsão inicial do edital, que previa a divulgação até o décimo dia útil após o segundo dia de provas, ou seja, até 28 de novembro. A medida permite que os 3,51 milhões de participantes que fizeram o exame no domingo possam conferir seus acertos mais rapidamente.

No primeiro dia de aplicação, os candidatos responderam a 90 questões objetivas, sendo 45 de Linguagens e 45 de Ciências Humanas, além da redação, que teve como tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. As provas foram realizadas em 164.906 salas, distribuídas por 1.805 municípios em todas as 27 unidades da federação.

O segundo dia de provas está marcado para o próximo domingo (16). Nessa etapa, os participantes terão cinco horas para resolver 90 questões de Matemática e Ciências da Natureza, que englobam Biologia, Química e Física.

Após o encerramento da aplicação, o prazo para solicitar a reaplicação das provas será aberto entre 17 e 21 de novembro, até o meio-dia, no horário de Brasília. O pedido poderá ser feito por quem enfrentou problemas logísticos ou contraiu doenças infectocontagiosas no período do exame.

Nos municípios de Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, o Enem será aplicado nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, devido à realização da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

Já a reaplicação nacional das provas ocorrerá em 16 e 17 de dezembro. O resultado oficial está previsto para janeiro de 2026, com data ainda a ser confirmada pelo Inep. Para os treineiros, a nota será divulgada cerca de 60 dias depois, apenas para fins de autoavaliação.

O Enem é o principal instrumento de acesso ao ensino superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de programas como o Universidade para Todos (Prouni). Nesta edição, o exame também voltou a servir para a certificação do ensino médio, exigindo mínimo de 450 pontos nas provas objetivas e 500 pontos na redação.

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O Congresso Nacional deve analisar nesta semana cinco propostas de grande repercussão social, como o fim da jornada 6×1 e a isenção de impostos para as compras de até US$ 50 em plataformas digitais, conhecida como “taxa das blusinhas”. 

As pautas fazem parte do esforço concentrado da Câmara dos Deputados e do Senado antes das eleições de outubro.  

Fim da escala 6×1

O texto que prevê o fim da jornada de trabalho de seis dias para um de descanso deve ser analisado na quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou na última quinta-feira (27) parecer favorável e rejeitou as doze emendas apresentadas pelos senadores. A estratégia é manter o mesmo texto aprovado pela Câmara e, assim, evitar que a proposta precise voltar para análise dos deputados.

>> Veja o que prevê o texto:

  • Dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos
  • Salário não poderá ser reduzido por causa diminuição da jornada
  • Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada máxima passa das atuais 44 para 42 horas semanais.
  • Um ano depois do fim desse primeiro período, cai definitivamente para 40 horas.

Se for aprovada na CCJ, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ainda precisa passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.

Fim da “taxa das blusinhas”

Outro assunto de forte repercussão é o fim da chamada “taxa das blusinhas”, o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50.

A Medida Provisória começa a semana na comissão mista de deputados e senadores, que se reúne nesta segunda-feira (31), às 16h. A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), deve apresentar o parecer e há expectativa de votação na própria comissão.

A MP perde a validade no dia 8 de setembro. Se aprovada na comissão, ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

Mototaxistas e entregadores de aplicativo

Na Câmara, a primeira sessão de votação está marcada para esta segunda-feira (31), às 18h.

Além da “taxa das blusinhas”, estão previstas outras duas medidas provisórias ligadas aos trabalhadores de aplicativos: uma simplifica as regras para mototaxistas e profissionais de motofrete; e outra cria uma linha de financiamento para entregadores comprarem motos e bicicletas elétricas.

Entre os outros projetos que podem ser analisados pelos deputados estão a manutenção dos incentivos fiscais para doações aos programas de atenção oncológica e de saúde da pessoa com deficiência, a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Plano Nacional de Cultura para os próximos dez anos.

PEC da Segurança Pública

No Senado, outra prioridade é a PEC da Segurança Pública, que também está na Comissão de Constituição e Justiça. A proposta amplia a integração entre as forças de segurança, o compartilhamento de informações e altera regras de financiamento do setor.

Na pauta econômica, os senadores devem tentar avançar no Redata, que cria incentivos para a instalação de data centers no Brasil, e no marco dos minerais críticos e estratégicos, matérias-primas essenciais para setores como tecnologia, energia limpa, carros elétricos e defesa.

Orçamento de 2027

Além das votações, o Congresso recebe uma das propostas mais importantes para a economia no próximo ano: o Orçamento de 2027.

O governo precisa encaminhar ao Congresso o Projeto de Lei Orçamentária Anual, o PLOA, com as estimativas de receitas e despesas da União para o ano que vem.

A proposta abre uma nova rodada de negociações sobre as prioridades do governo, o cumprimento das metas fiscais e os recursos destinados às políticas públicas e aos investimentos federais.

O texto ainda será analisado pela Comissão Mista de Orçamento antes de seguir para votação no Congresso Nacional.

Agência Brasil