Focco pede que TCE alerte prefeitos para uso correto de recursos de precatórios da educação

O Tribunal de Contas do Estado vai alertar prefeitos dos 223 municípios paraibanos para o uso correto de recursos decorrentes de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef, antecessor do atual Fundeb).

A providência foi solicitada, nesta terça-feira (11), durante visita de integrantes do Fórum Paraibano de Combate à Corrupção (Focco) ao presidente da Corte, conselheiro Arnóbio Viana.

“Trata-se de um volume expressivo de recursos que, se bem aplicados, podem fazer a diferença no setor educacional da Paraíba”, reconheceu o presidente do TCE.

Ele ainda acatou sugestão do coordenador Leonardo Quintans e dos integrantes do Focco Jocelino Junior (pelo Tribunal de Contas da União) e Plácido Martins (pelo TCE) no sentido de que os alertas aos prefeitos contenham a exigência de planos de aplicação desses recursos, de modo a que possam servir à edificação, ampliação, aparelhamento, manutenção de escolas, ou aperfeiçoamento de professores.

“É dinheiro que não deve servir, por exemplo, à cobertura de honorários advocatícios nem à folha de pagamento de pessoal do setor”, esclareceu o coordenador do Focco. O grupo por ele encabeçado na visita ao TCE cuida, especificamente, das questões relacionadas aos precatórios da educação.

O encontro, do qual também participou o procurador geral junto ao TCE Luciano Andrade Farias, serviu ao entendimento de que a utilização desse dinheiro seja capítulo importante do Sistema de Acompanhamento da Gestão mantido pela Corte.

“Apenas no caso da Paraíba, os recursos somam perto de R$ 480 milhões, em parte já pagos. Há a necessidade do acompanhamento de perto, razão pela qual os órgãos de controle externo estão atentos à questão, em todo o País”, disse Leonardo Quintas, que representa o Ministério Público Estadual no Focco.

Com Ascom TCE-PB

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri