Fim do racionamento de água do açude de Boqueirão é liberado pela Justiça

Uma decisão do desembargador Abraham Lincoln da Cunha Ramos liberou o fim do racionamento do uso das águas do Açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, que abastece Campina Grande e mais 18 cidades. O desembargador suspendeu a decisão da juíza Ana Carmem Pereira de Jordão, que, a pedido da Defensoria Pública de Campina Grande, determinou que o racionamento continuasse.

No Twitter oficial do governador Ricardo Coutinho, ele afirma que a água chegará às casas de Campina Grande e mais 18 cidades até hoje (26).

O fim do racionamento tinha sido anunciado para sábado, pelo Secretário Estadual de Recursos Hídricos da Paraíba, João Azevedo. Porém, na manhã da segunda-feira (21), o governador Ricardo Coutinho anunciou a antecipação da medida para a sexta-feira (25).

De acordo com dados do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) e da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado (Aesa), o açude chegou ao volume de 8,2% de sua capacidade na manhã desta segunda-feira, saindo do volume morto. O volume começou a aumentar desde a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco, em abril.

Segundo o governador, o volume atual de água no açude garante ‘autonomia’ de 303 dias, tempo em que é possível retirar água mesmo que ocorra algum problema na transposição. “Não é possível uma polêmica como essa [em torno do fim do racionamento] quando os dados apresentados mostram que tudo está sendo feito com responsabilidade”, defende Ricardo.

João Azevedo garante que a situação está tecnicamente sob controle e que a gestão tinha “certeza da capacidade de captação de água” quando anunciou o fim do racionamento. “Nós tínhamos uma condição de queda [no volume] na barragem e agora estamos com estabilidade de captação”, justifica. Ele explicou também que “não existe autorização [de uso] para irrigação e sim a possibilidade para tirar o mínimo de água para cerca de 400 agricultores cadastrados”.

Com G1 PB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB