Família paraibana fica presa em Israel durante guerra após ter comprado passagens para voltar

Uma família de Campina Grande está presa em Israel durante a guerra contra o Irã. De acordo com a Secretaria de Representação Institucional da Paraíba, uma mãe e três filhas estão em uma cidade próxima à Tel-Aviv e estavam com viagem marcada para voltar ao país em 26 de junho, mas como o espaço aéreo do país está fechado por conta do conflito, a viagem foi cancelada.

De acordo com Adauto Fernandes, secretário de Representação Institucional do estado, o órgão já contactou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil para traçar um plano de retirada da família da cidade israelense. As identidades dos integrantes da família não foram reveladas. Não há previsão para que essa retirada da família aconteça.

O secretário confirmou também que várias possibilidades de retirada estão sendo estudadas, entre elas uma pela Jordânia, país vizinho à Israel. A passagem comprada de volta ao Brasil, conforme o órgão, era oriunda da intenção de que a família tinha em morar em solo brasileiro novamente.

Contato direito com o Itamaraty está sendo mantido, também segundo o secretário, que disse se manter atualizado sobre a situação da família paraibana e que, a partir do momento que houver o retorno ao solo brasileiro, o órgão está à disposição para recebê-los.

A imprensa entrou em contato com o Itamaraty, para saber sobre os procedimentos que estão sendo adotados pelo Ministério das Relações Exteriores, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

Guerra em Israel

O confronto entre Israel e Irã envolve ataques de longo alcance entre territórios dos países do Oriente Médio, ameaças de represálias e a pressão crescente pelo envolvimento dos Estados Unidos. O cenário é considerado o mais grave entre os dois países em décadas.

Desde 13 de junho, mais de 240 pessoas morreram nos dois países, conforme autoridades locais. Israel diz que os ataques são provenientes da intenção do país em atacar as instalações nucleares do Irã. Já o país persa alega que está sendo atacado sem motivo e que está respondendo aos ataques israelenses.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.

A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, na última quarta-feira (19).

PRINCIPAIS MUDANÇAS

A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.

Os principais pontos são:

  • Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;
  • Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;
  • O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;
  • O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;
  • As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;
  • A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.


REQUISITOS DE SEGURANÇA

A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado. A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e Justiça Eleitoral.

Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.

Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.

O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

PORTABILIDADE

Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.

A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.

DINHEIRO RASTREADO

Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.

O INSS informa que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.