Duas pessoas são condenadas pela Justiça Federal da PB por racismo contra nordestinos

A Justiça Federal na Paraíba condenou duas pessoas a dois anos de reclusão, em regime inicial aberto, por discriminação contra nordestinos em uma publicação nas redes sociais feita em 2018. As penas foram substituídas por prestação pecuniária de R$ 2 mil e serviços à comunidade para cada condenado. A sentença foi divulgada nesta sexta-feira (16).

O caso teve origem em uma publicação feita em 2018. Segundo a decisão, a mensagem associava o medo de perder programa assistencial de renda à falta de vontade de conseguir emprego. O conteúdo foi posteriormente compartilhado por outro usuário.

Ambos foram denunciados pelo Ministério Público Federal por discriminação em razão da procedência nacional, crime previsto no artigo 20 da Lei nº 7.716/1989, praticado por meio de rede social.

A sentença da 16ª Vara Federal da Paraíba destacou que o conteúdo atingia especialmente os nordestinos mais pobres, população marcada pela dependência de políticas públicas de assistência social.

Para a magistrada, a mensagem reproduziu uma narrativa preconceituosa ao atribuir a pobreza à falta de esforço individual. Segundo a decisão, esse entendimento desconsidera as desigualdades sociais e econômicas que historicamente afetam a região.

Os dois acusados alegaram ser nordestinos e disseram que não faria sentido discriminar pessoas pertencentes ao mesmo grupo regional.

A magistrada rejeitou o argumento. Segundo a decisão, a condição de integrante de determinado grupo não impede uma pessoa de reproduzir preconceitos contra ele.

Ainda de acordo com a sentença, estereótipos e hierarquizações sociais podem ser assimilados e reproduzidos até mesmo por aqueles que são atingidos pela discriminação.

Segundo a Justiça Federal, uma das condenadas, autora da publicação, já foi beneficiária de políticas sociais destinadas à população de baixa renda. Ela reconheceu ter recebido benefícios do programa Minha Casa, Minha Vida e do auxílio emergencial.

A decisão também destacou que, por ter formação superior em História, a acusada compreende os processos históricos de exclusão regional, as desigualdades sociais e os estigmas dirigidos à população nordestina.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba

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Na manhã desta sexta-feira (16), policiais militares do 18º BPM atenderam duas ocorrências de violência doméstica no município de Caturité, Cariri paraibano.

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 3h30, no Sítio Bela Vista, onde uma mulher relatou ter sido agredida pelo companheiro com golpes de pincel na região do pescoço, além de sofrer constantes ameaças de morte. O suspeito foi localizado com marcas de agressão, recebeu atendimento médico e, posteriormente, foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil.

A segunda ocorrência aconteceu por volta das 8h30, no Sítio Curralinho, onde outra mulher relatou ter sido agredida pelo companheiro, apresentando escoriações nos braços. Ela também informou que já havia sofrido agressões anteriores. O suspeito foi contido pela guarnição e conduzido à Delegacia.

Nos dois casos, os envolvidos foram apresentados à autoridade policial para a adoção das medidas cabíveis.

Com informações do 18ºBPM