Com vagas na Paraíba, inscrições para concurso da Conab com salários de até R$ 8 mil terminam nesta quinta

As inscrições para o concurso público da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) terminam nesta quinta-feira (15). São 403 vagas em âmbito nacional para cargos de nível médio e superior. O concurso é organizado pelo Instituto Consulpam. O Certame prevê vagas na Paraíba, mais precisamente em João Pessoa para as funções de analista em Administração, Ciências Contábeis, Economia, Engenharia Agronômica e assistente administrativo.

As vagas são para preencher os cargos de assistente, com nível médio completo ou médio com formação técnica em tecnologia da informação, contabilidade ou técnico agrícola; e de analista, que requer nível superior em diversas áreas.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente no site da banca organizadora e têm valor de R$ 50 para cargos de nível médio e de R$ 80 para cargos de nível superior.

Entre as graduações aceitas estão: administração, contabilidade, arquitetura, engenharias (civil, elétrica, mecânica, de alimentos, agrícola e agronômica), nutrição, psicologia, economia, gestão do agronegócio, arquivologia, direito, estatística, jornalismo, marketing, letras, pedagogia e tecnologia da informação.

A remuneração inicial para o cargo de nível médio é de R$ 3.459,87 e, para o de nível superior, de R$ 8.140,88. As provas objetivas e discursivas estão programadas para ocorrer no dia 13 de julho de 2025, com aplicação em todas as capitais brasileiras.

Para os cargos de nível médio, a prova objetiva terá 30 questões de conhecimentos básicos e 50 questões de conhecimentos específicos, e para os cargos de nível superior, a prova objetiva será composta de 40 questões de conhecimentos básicos e 60 questões de conhecimentos específicos.

A prova discursiva será realizada no mesmo local, data e horário da prova objetiva. A avaliação consistirá em uma redação de, no mínimo, 20 linhas e, no máximo, 30 linhas, a respeito de tema ligado aos conhecimentos específicos de cada formação.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil