Câmara Municipal vai debater fim do racionamento em Campina Grande e mais 18 cidades

A Câmara Municipal do município de Campina Grande aprovou, na manhã dessa terça-feira (16), um requerimento de autoria da presidente Ivonete Ludgério (PSD) solicitando uma audiência pública para debater sobre a questão hídrica na região.

A Agência Nacional das Águas (ANA), Ministério Público e AESA irão discutir sobre o fim do racionamento proposto para o dia 26 de agosto. A audiência acontece na próxima terça-feira (22).

A matéria foi subscrita pelos vereadores Rui da Ceasa (PSDC) e Alexandre do Sindicato (PHS). Essa será a segunda audiência sobre o tema, em menos de dois meses. Mais uma vez, a população campinense foi convidada para participar do debate.

A vereadora Ivonete Ludgério foi recebida em audiência na Agência Nacional das Águas, em Brasília, na semana passada. Segundo ela, o fim do racionamento para esse mês é uma medida precipitada, pois os especialistas da área alertaram que o Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) encontra-se com 8% da sua capacidade.

Ela lembrou que o Ministério da Integração  Nacional anunciou que a obra do eixo leste ainda está em fase de pré-operação e serão realizados ajustes e reparos nos canais e estações elevatórias até que tudo funcione corretamente. Isso poderá acarretar numa paralisação do abastecimento por meses.

“Vamos convidar todos os órgãos responsáveis para debater sobre essa questão com a população campinense. É importante para nossa cidade e toda região saber o risco que corremos com uma possível crise hídrica e que medidas serão tomadas. O certo é que ainda não temos segurança hídrica para decretar o fim do racionamento”, explicou.

Para a vereadora, é necessário que a sociedade civil esteja ciente dos riscos e medidas a serem tomadas pelas entidades para evitar que a cidade vivencie uma nova adversidade hídrica.

O requerimento Nº 2.740 solicita a presença do Ministério Público, Ministério da Integração, ANA, AESA, CAGEPA, DNOCS, Associação Comercial, CDL, e demais organizações representativas. Na ocasião também será apresentado um relatório técnico pelo superintendente da ANA, Rodrigo Flecha, sobre a real situação de todo o sistema hídrico da região.

Com MaisPB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB