Câmara aprova urgência em projeto de senador da Paraíba para regulamentar vaquejada

A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta terça-feira (9) o requerimento de urgência para a votação da Lei que regulamenta as práticas da vaquejada, do rodeio e do laço no Brasil. O texto PL 8240/17, que altera a Lei 13.364/16, é de autoria do senador paraibano Raimundo Lira (PMDB). Com a aprovação da decisão, o texto da Lei não precisará passar por comissões especiais.  A bancada paraibana que defendeu a regulamentação, disse que os eventos geram riquezas e desenvolvimento ao Nordeste. Entre os defensores Efraim Filho e Julian Lemos destacaram a importância da Lei.

O deputado federal Efraim Filho defendeu o projeto afirmando que a emenda já está presente na Constituição, reconhecendo a vaquejada como patrimônio cultural brasileiro, e o projeto regulamenta trazendo regras de bem estar animal, obrigando a presença do veterinário, definindo regras como idade peso e tamanho do animal para participar dos eventos e regras de preservação da calda do boi.

O deputado federal Julian Lemos também defendeu a prática do esporte e destacou a importância da vaquejada para o Nordeste e para a Paraíba. Segundo ele, tem gente que não sabe nem o que é um cavalo, como vai saber da importância que os esportes equestres possui para a cultura, economia e desenvolvimento de uma região.

A presidente nacional do PT, Gleisi Holffman, disse não ser contra manifestações culturais, mas não defende degradação aos seres vivos, porque os animais não possuem livre arbítrio, eles não escolhem entrar em uma arena de rodeio. “Precisamos respeitá-los”, disse, afirmando que “podemos ter atividades culturais e desportivas sem submetê-los à humilhação”.

A proposta regulamenta a recente emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional (EC 96), que dentre outros pontos reconhece a vaquejada como um bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro. A emenda determinou a regulamentação da prática por uma lei específica, que assegure o bem-estar dos animais envolvidos.

De acordo com o texto aprovado no Senado, ficam reconhecidos o rodeio, a vaquejada e o laço como expressões esportivo-culturais pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial, sendo atividades intrinsecamente ligadas à vida, à identidade, à ação e à memória de grupos formadores da sociedade brasileira.

A proposta define as modalidades que passam a ser reconhecidas como esportivas, equestres e tradicionais. Na lista estão, entre outras, o adestramento, o concurso completo de equitação, o enduro, o hipismo rural, as provas de laço e velocidade, a cavalgada, a cavalhada, o concurso de marcha, a corrida, as provas de rodeio e o polo equestre.

O texto aprovado determina ainda que deverão ser aprovados regulamentos específicos para o rodeio, a vaquejada, o laço e as demais provas equestres, por suas respectivas associações, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Esses regulamentos devem contemplar regras que assegurem a proteção e o bem-estar dos animais, e prever punições para os casos de descumprimento.

Sem prejuízo de outras leis que tratem sobre o bem-estar dos animais, deve-se, em relação à vaquejada, assegurar água e alimentação suficiente sempre à disposição, assim como um local apropriado para o descanso. Também prevenir ferimentos e doenças por meio de instalações, ferramentas e utensílios adequados, além da prestação de assistência médico-veterinária.

O projeto também estabelece que os promotores de eventos utilizem protetores de cauda em todos os bois, além de garantirem uma quantidade mínima de areia lavada de 40 centímetros de profundidade na faixa em que acontece a pontuação.

Com Click PB

COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA

Facebook
WhatsApp
Print

Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri