Cagepa está de olho em ‘ladrões de água’ após fim do racionamento na região de CG

O Tribunal de Justiça da Paraíba derrubou na última sexta-feira (25) uma liminar da juíza Ana Carmem Pereira Jordão, dando apoio ao governo do Estado e pondo fim ao racionamento de água em Campina Grande. Com isso, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) orientou a população a continuar racionando e denunciar ‘ladrões de águas’.

Por meio de assessoria, a Cagepa informou que existem muitas ligações clandestinas em açudes e trechos da transposição que fazem pessoas ter acesso às águas sem pagar por elas. Porém, o órgão divulgou que já está tomando medidas para inibir esse tipo de ação.

O gerente jurídico da Cagepa, Ronaldo Menezes, alertou a população para três medidas a serem tomadas.

Seguir racionando: “Não é porque o racionamento acabou que os hábitos têm que mudar. Temos que ter aprendido com os últimos dois anos e oito meses. Não é justificativa para sair lavando calçados e carros”, disse Ronaldo.

Denunciar vazamentos: “A gente pede a população que nos informe, através do número de telefone 115 (gratuito, de fixo ou celular), a existência de vazamentos. É normal que existam vazamentos porque a rede está na sua carga máxima”, orientou.

Denunciar furtos: “Também denunciar as irregularidades na rede de distribuição, aquelas que têm objetivo de não pagar água. Quem não paga água, naturalmente não vai economizar, e vai infringir a lei. Nossas ações são constantes na busca por esses furtos”, finalizou.

Pena de 2 a 8 anos

Ronaldo Menezes ainda comentou que quem for pego furtando água, pode sofrer dois tipos de sanções. “Existem duas linhas de punição. Na administrativa, a Cagepa corta a água do cidadão e implanta uma multa variando de acordo com o tipo de ligação que pode ser comercial, residencial, industrial ou pública. Em seguida, a Cagepa denuncia junto a polícia, e seguem os ritos de investigação, com pena de 2 a 8 anos de cadeia”, disse.

Apoio

O gerente jurídico revelou ainda que a Cagepa conta com o apoio da população para acabar com os furtos e melhorar o serviço de águas oferecido pelo órgão. “O apoio da população é importante porque a execução desses furtos está usando cada vez mais tecnologia, estão muito bem feitos. Por isso precisamos da ajuda da população através das denúncias”, finalizou.

Com Portal Correio

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB