Boletos do Detran-PB poderão ser pagos na Caixa e casas lotéricas

O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) vai ampliar e facilitar o pagamento dos boletos para os seus usuários, a partir desta segunda-feira (1º de agosto). Com isso, poderão escolher entre o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, algum de seus correspondentes ou casas lotéricas, para efetuar o pagamento dos boletos emitidos a partir dessa data. Atualmente, ele é feito apenas no Banco do Brasil.

De acordo com o diretor Administrativo, Celso Fernandes, trata-se de uma expansão significativa no serviço oferecido ao usuário, que ganhará centenas de pontos de pagamento com a ampliação da malha e capilaridade dos meios de arrecadação. Ele lembra que, para que essa ampliação fosse efetuada, foi necessário realizar a compatibilização do sistema do Detran com o sistema da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), como também das instituições bancárias.

Ainda de acordo com o diretor, o intuito é modernizar e desburocratizar ainda mais o acesso aos serviços do Detran. “Essa é uma política pública que visa a maior capilarização dos serviços de arrecadação, evitando o transtorno do usuário ter que se deslocar para outros locais para efetuar o pagamento”, informou.

Para orientações e informações sobre os serviços do Detran, o usuário pode entrar em contato com o órgão por meio dos canais de atendimento via ligação telefônica (veículos: (83) 98802-9895, 98828-7162, (83) 98831-6696; habilitação: (83) 99671-1486, (83) 98831-6674, (83) 98828-7189) ou WhatsApp (veículos (83) 98845.2122 / habilitação (83) 98802.3367). Para reclamações, a Ouvidoria atende pelo telefone (83) 99985-5511 ou do e-mail ouvidoria@detran.pb.gov.br.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil