Bebê que morreu por Covid-19 em Taperoá teve velório com caixão aberto; Secretaria de Saúde vai monitorar todos os familiares

A bebê de 4 meses que morreu devido à Covid-19 no último sábado (11) foi velado com o caixão aberto em uma cerimônia dentro de casa, aberta para familiares, de acordo com a Prefeitura de Taperoá, município do Cariri paraibano. O diagnóstico positivo para coronavírus da bebê, no entanto, só foi confirmado nesta terça-feira (14). A cidade está com quatro casos de infecção pelo novo coronavírus sob suspeita, segundo a prefeitura.

A criança morreu após dar entrada no Hospital Geral de Taperoá ainda no sábado com sintomas de Covid-19, segundo a direção da unidade hospitalar. Como o quadro de saúde dela piorou, a menina precisou ser entubada, mas não resistiu e morreu no mesmo dia.

Segundo a Prefeitura, foi recomendado aos pais não realizar velório e entrar em isolamento social, porém, foi verificado que o corpo da bebê foi velado com caixão aberto e enterrado em um cemitério da cidade.

A Secretaria Municipal de Saúde também declarou que os pais da criança estão assintomáticos e que a irmã da paciente, de 3 anos, passou por teste rápido e o resultado foi negativo para coronavírus, mas que a família está sendo monitorada.

Além dos parentes de primeiro grau, a Prefeitura também está investigando que outros familiares compareceram ao velório para também serem monitorados.

CORPOS DEVEM SER CREMADOS OU SEPULTADOS SEM VELÓRIO

Segundo determinação da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), os corpos de pessoas que morreram por Covid-19 devem ser cremados ou sepultados sem a realização de velório, na Paraíba. A decisão foi tomada para evitar novas possíveis infecções.

Após a confirmação do falecimento de pessoa infectada ou com suspeita de infecção por Covid-19, o corpo deverá ser transferido do leito, sala ou espaço de isolamento, para o necrotério no menor tempo possível. Só será permitida a presença de profissionais estritamente necessários e que estejam protegidos por equipamentos de proteção individual (EPIs).

Para à família do paciente, é dada a permissão de optar pela cremação do corpo ou pelo enterro em caixão lacrado, sem velório, no prazo máximo de 24 horas após a morte.

A despedida poderá ser realizada pelos familiares, em ambiente aberto, no local do sepultamento, com o prazo máximo de 30 minutos e sem contato com a urna mortuária. O caixão deve ser mantido fechado durante o funeral, para evitar contato físico com o corpo.

De Olho no Cariri

Com G1 PB

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O prefeito de Prata, Genivaldo Tembório, divulgou nesta segunda-feira (14) uma nota oficial sobre os acontecimentos registrados durante um ato político realizado no município no último sábado (12), envolvendo a atuação de policiais militares.

Na manifestação, o prefeito demonstra preocupação com o episódio, defende que os fatos sejam esclarecidos com transparência e responsabilidade e ressalta a necessidade de ouvir todas as partes envolvidas. Genivaldo também reafirma seu compromisso com a democracia, a liberdade de manifestação e a paz social, além de defender a apuração de eventuais excessos pelos órgãos competentes.

*NOTA OFICIAL*

Diante dos acontecimentos registrados no último sábado (12), durante um ato político realizado no município de Prata, venho a público manifestar minha preocupação com os fatos envolvendo a atuação de policiais militares durante a mobilização.

Prata é uma cidade de gente pacífica, onde sempre defendemos o respeito às diferenças, à liberdade de expressão e ao direito de cada cidadão participar da vida política e democrática do nosso país.

Independentemente de posições partidárias ou ideológicas, nenhum cidadão deve ser tratado de forma desrespeitosa ou sofrer qualquer tipo de abuso. Da mesma forma, reconhecemos a importância das forças de segurança pública e o papel fundamental que desempenham na preservação da ordem e da segurança da população.

Por isso, considero fundamental que os fatos sejam devidamente esclarecidos, com transparência, responsabilidade e respeito ao Estado Democrático de Direito. É necessário ouvir todas as partes envolvidas e permitir que os órgãos competentes realizem a apuração necessária, sem prejulgamentos.

Como prefeito de Prata, reafirmo meu compromisso com a democracia, com a liberdade de manifestação e com a paz social. Nossa cidade não pode ser palco de intolerância política ou de qualquer atitude que coloque em risco a integridade e a dignidade dos nossos cidadãos.

Defendo que eventuais excessos sejam rigorosamente apurados e, caso sejam constatadas irregularidades, que sejam adotadas as providências cabíveis pelas autoridades competentes.

Prata-PB, 14 de setembro de 2026.

Genivaldo Tembório
Prefeito de Prata