Bebê de 3 meses morre após suposto erro médico e falta de ambulância avançada em Taperoá

EXCLUSIVO: Uma triste notícia abalou a cidade de Taperoá, localizada no Cariri da Paraíba. Um bebê de 3 meses de nome Josias, filho do secretário de infra-estrutura Marcelino, veio a óbito por causa da demora de uma ambulância avançada do Samu para socorrê-lo. Um suposto erro médico também tem sido apontado como causa decisiva para essa morte.

Segundo relato de Marcelino a reportagem do De Olho no Cariri, o pequeno Josias apresentou um quadro de anormalidade e dores na segunda-feira, 20 de maio. A família levou o bebê para o hospital de Taperoá e lá chegando o médico de plantão disse que se tratava de um problema nos dentes, que estariam nascendo na criança e indicou a volta dele para casa.

Os incômodos não cessaram e na quarta-feira, dia 22 de maio, os pais retornaram a casa de saúde com o menino. O mesmo médico estava de plantão pela manhã e sem realizar qualquer exame insistiu que o problema do bebê era os dentes nascendo, passou uma pomada e mandou-o de volta para casa. A noite, ele retornou ao hospital com mais dores e atendido pelo médico Dr. Bem Sirak foi diagnosticado com suspeita de pneumonia, sendo necessária sua transferência imediata para Campina Grande.

Taperoá, mesmo muito distante de Monteiro, é regulada pelo Samu Regional do Cariri e passaram-se 5 horas e a ambulância avançada não chegou para socorrê-lo. Os pais e o hospital resolveram encaminhar o menino em uma unidade básica do Samu, mas lá chegando a equipe médica pouco pôde fazer, pois a criança já estava morrendo.

O óbito foi confirmado e o pai em depoimento nas redes sociais pediu que as autoridades de Taperoá e o Governo do Estado modifique a referência de Taperoá para o Samu de Soledade, que é mais próximo e pode assistir com mais eficiência os casos ocorridos na região. Recentemente, outra criança de Assunção também veio a óbito pela demora da ambulância avançada (USA) vir de Monteiro.

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Jornalista Jacqueline Oliveira revisitou o túmulo do pequeno Éverton, assassinado em 2015 em um caso que provocou revolta e comoção em toda a região.

Uma história marcada pela crueldade, pela dor e pela indignação voltou a despertar emoção no Cariri paraibano. Onze anos após o assassinato do pequeno Éverton, de apenas 5 anos, no município de Sumé, a jornalista Jacqueline Oliveira produziu um vídeo emocionante ao visitar o local onde a criança foi sepultada.

O crime, ocorrido em outubro de 2015, chocou toda a Paraíba pela brutalidade. Na época, investigações da Polícia Civil apontaram o envolvimento de pessoas próximas à vítima, incluindo a própria mãe, o padrasto e outros suspeitos. Um homem conhecido como Pai Etin chegou a ser preso e, segundo a polícia, apresentou um relato sobre as circunstâncias do assassinato, que teria ocorrido durante um suposto ritual.

A repercussão do caso provocou forte comoção popular e deixou marcas profundas na memória dos moradores de Sumé e de toda a região.

Agora, mais de uma década depois, Jacqueline Oliveira resgata essa história ao mostrar a sepultura do menino, em uma narrativa que mistura saudade, indignação e reflexão sobre a violência contra crianças.

O vídeo também reforça a necessidade de proteger a infância e de manter viva a responsabilidade coletiva de combater qualquer forma de violência.

Onze anos se passaram, mas a história de Éverton continua sendo uma ferida na memória do Cariri. Uma criança que teve a vida interrompida de maneira cruel e cuja lembrança jamais deve ser esquecida.

De Olho no Cariri