Bancos terão expediente especial em dia de jogos do Brasil na Copa do Mundo

Agências bancárias terão horário especial de atendimento ao público nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O horário de abertura será o habitual de cada agência, enquanto o fechamento ocorrerá duas horas antes do início das partidas.

Caso o jogo comece às 14h, o atendimento ao público será encerrado às 12h. Se a partida tiver início às 16h, as agências fecharão às 14h. Já nos dias em que a Seleção entrar em campo às 17h, o atendimento será encerrado às 15h.

Os horários de funcionamento dos postos de atendimento e das agências localizadas em locais especiais, como shoppings e aeroportos, serão definidos e informados por cada estabelecimento.

Os canais digitais e remotos dos bancos, como internet banking e aplicativos, além das salas de autoatendimento, funcionarão normalmente nos dias de jogos da Seleção Brasileira, conforme os horários estabelecidos por cada instituição.

O Pix, que opera 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados, também seguirá funcionando normalmente.

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que a medida busca conciliar o atendimento à população com a segurança operacional das agências e dos serviços de transporte de valores.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição desta segunda-feira (21) do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.

Perda do Mandato

Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil em março de 2025 para morar nos Estados Unidos. Eleito deputado federal por São Paulo pela primeira vez em 2014, Eduardo teve o último mandato cassado em dezembro de 2025 por ausência em sessões deliberativas da Câmara.

Após a cassação, a Polícia Federal publicou ato declarando o fim do afastamento para exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 19 de dezembro de 2025, e determinou seu retorno imediato às atividades como escrivão.

Atuação nos EUA

Além do processo administrativo que resultou em sua demissão da Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro responde a ações judiciais relacionadas à atuação política no exterior. Entre as medidas, estão as tarifas sobre produtos brasileiros, a revogação de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação de sanções econômicas previstas na Lei Magnitsky. 

Segundo o STF, as iniciativas buscavam pressionar instituições brasileiras e interferir no andamento das investigações e processos judiciais.

Em setembro de 2026, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma rejeitou por unanimidade recurso do ex-deputado no dia 18 de setembro.

O placar da votação foi de 4 votos a 0. 

Na mesma decisão, o colegiado determinou a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-parlamentar atuou para estimular sanções e medidas adotadas pelos Estados Unidos contra o Brasil com o objetivo de influenciar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Agência Brasil