Autoescolas da Paraíba criticam fim de formação para tirar CNH: ‘Retrocesso’

O presidente do Sindicato das Empresas de Centros de Formação de Condutores da Paraíba, Claudionor Fernandes, avaliou, nesta quarta-feira (1º), a não obrigatoriedade da autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) como “um retrocesso”. A medida vem sendo estudada pelo Ministério dos Transportes, que recebeu o aval do presidente Lula nesta quarta para debater novos meios para baratear o acesso ao documento.

“Isso foi uma ideia do ministro [Renan Filho] e não do presidente da República. Eles não têm projeto nenhum, é apenas um projeto político. Nós criamos a frente parlamentar em defesa da formação do condutor e no outro dia tivemos um grande evento em Brasília em defesa do nosso segmento. Não é possível haver um retrocesso desse, num país que já mata mais de 35 mil pessoas por ano [em acidentes de trânsito]”, afirmou Claudionor.

O presidente do Sindicato pontuou, ainda, que o projeto afeta diretamente a economia do país, tendo em vista a geração de emprego e renda proporcionada pelas autoescolas.

“No país inteiro são 15 mil empresas e gera 300 mil empregos. A maioria dos centros de formação é pequenas e médias empresas familiares, tudo regrada por código e resolução [de trânsito]. E vem o ministro agora fazer propaganda política”, criticou.

Entenda a proposta

O presidente Lula deu aval, nesta quarta-feira (1º), ao fim da obrigatoriedade de frequentar autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), visando baratear o custo do documento. A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes Renan Filho. A partir desta quinta-feira (2) o Ministério dos Transportes vai realizar uma consulta pública, que vai durar 30 dias.

“A obrigatoriedade de autoescola criou um sistema excludente e as pessoas dirigem sem carteira, o que é o pior dos mundos. E o presidente Lula está tomando uma decisão importante, porque o que o Brasil tem é exclusão”, disse Renan.

O ministro comparou a obrigatoriedade da autoescola à exigência de cursinhos particulares para que alunos prestem vestibular para ingressar em universidades públicas.

O Ministério estuda publicar uma medida no Conselho Nacional de Trânsito (Contran) para autorizar que as aulas práticas e teóricas sejam aplicadas por instrutores autônomos aprovados em prova a ser aplicada pelo governo federal.

Mais PB

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Presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição como deputado, Hugo Motta (Republicanos) declarou apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições desse ano. Motta confirmou sua posição em entrevista na Paraíba nesta segunda-feira (10).

A fala de Hugo Motta aconteceu na posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

“Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição”, disse.

O presidente da Câmara Federal disse que como o partido dele, o Republicanos, declarou neutralidade à nível nacional na disputa eleitoral da Presidência da República, isso possibilitou o apoio a campanha de Lula.

“Eu estava aguardando o meu partido se posicionar. O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país”, disse.

Decisão do Republicanos

O Partido Republicanos anunciou no dia 4 de agosto que iria adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano.

A decisão foi formalizada na convenção do partido em Brasília e, segundo o presidente da legenda, é um entendimento firmado após a diretoria nacional ouvir a posição de escritórios da legenda em todo o país.

A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento da federação União Progressistas.

Em nota emitida à época, o partido afirmou que a deliberação foi construída de forma coletiva e levou em consideração o crescimento da legenda nos estados, além das diferentes realidades políticas e alianças regionais formadas ao longo dos últimos anos.

“A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político”, afirmou o Republicanos. Segundo a sigla, a decisão busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade partidária.