Após 2º turno, 10 denúncias de assédio eleitoral no trabalho são registradas na Paraíba, diz MPT

O Ministério Público do Trabalho da Paraíba (MPT-PB) registrou 10 denúncias de assédio eleitoral no trabalho após o 2º turno das eleições, no último domingo (25). Ao todo, foram cerca de 70 denúncias registradas no período eleitoral no estado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28).

De acordo com MPT, na semana que antecedeu o 2º turno, o órgão já havia computado aproximadamente 50 notificações de assédio eleitoral no trablho, por meio do “Painel do Assédio Eleitoral”.

O procurador do trabalho, Rogério Sitônio Wanderley, falou sobre como o MPT atuou durante o período eleitoral para receber as denúncias e também destacou o tipo de caso que chegou ao órgão no período do 2º turno.

“Nesse segundo turno, nós tivemos vários casos em que empregadores tentaram ou impediram de fato que seus trabalhadores exercessem o direito de voto, o que é uma prática totalmente ilegal e que pode acarretar não só responsabilização civil, mas também criminal”, afirmou.

O procurador citou ainda um exemplo particular de que um empresário proibiu a ida de trabalhadores de uma cidade para outra para exercer o voto. Ele disse que o caso é investigado, mas que não foi possível, no dia do pleito, interromper o problema.

“Infelizmente, em alguns casos, eram trabalhadores que residiam em outras cidades e a empresa não fez nenhuma organização, nenhum planejamento para possibilitar que esses trabalhadores no dia da eleição pudessem ir às suas cidades para exercer o direito de voto. Então nesses casos, nós instauramos procedimentos de investigação, inquéritos civis públicos para buscarmos a responsabilidade desses empregadores”, disse.

O órgão disse ainda que denúncias pelos canais oficiais e de forma presencial continuam podendo ser feitas mesmo após alguns dias do término das eleições.

Denúncias quase dobraram antes do 2º turno

As denúncias de assédio eleitoral em ambiente de trabalho na Paraíba dobraram às vésperas do 2º turno, de acordo com dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-PB).

Segundo o MPT, o número atual de denúncias chega a quase 50 casos até quinta-feira (22). No 1º turno, foram registrados 25 casos.

O que é assédio eleitoral

De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o assédio eleitoral ocorre quando há conduta que constrange, induz, influencia, restringe, discrimina ou retalia a pessoa trabalhadora em razão de seus direitos políticos ou de suas escolhas políticas.

Também conforme o tribunal, a prática não exige necessariamente uma ameaça direta ou explícita. Para identificar uma situação de assédio, devem ser considerados o contexto, o ambiente de trabalho e a eventual desigualdade de poder entre quem pratica a conduta e quem a sofre.

O poder de direção do empregador permite organizar e administrar o trabalho, mas não autoriza o uso dessa posição para interferir nas escolhas políticas dos trabalhadores ou condicionar vantagens profissionais ao apoio eleitoral.

Como denunciar

De acordo com o procurador do Trabalho Rogério Sitônio Wanderley, a denúncia de assédio eleitoral no trabalho pode ser feita pelo trabalhador direto ao Ministério Público do Trabalho. Isso tudo de forma sigilosa.

“A denúncia pode ser feita ao Ministério Público do Trabalho de forma anônima ou sigilosa. Então, o trabalhador ou o servidor público que tenha sido vítima de assédio eleitoral pode relatar esses fatos ao Ministério Público do Trabalho sem se identificar, sem informar o seu nome. Essa seria a denúncia anônima. Ou também pode fazer a denúncia sigilosa que, neste caso, o denunciante se identifica, mas o Ministério Público do Trabalho resguarda o sigilo do autor da denúncia”, explicou.

No sábado (24) e domingo (25), das 8h às 17h, o MPT terá “Plantão Eleitoral”, em João Pessoa (Av. Almirante Barroso, 234, Centro) e Campina Grande (Rua Vice-Prefeito Antônio de Carvalho Souza, nº 255, Estação Velha), para receber denúncias de assédio eleitoral.

De Olho no Cariri

Com G1 Paraíba

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Uma criança de 2 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (29), após ficar internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Ela ficou ferida no acidente entre uma van e uma caminhonete que deixou seis mortos e 15 feridos na BR-230, na Paraíba, na terça-feira (27).

A informação foi divulgada pelo hospital no boletim médico desta quinta-feira. Segundo a unidade de saúde, a criança morreu às 0h17.

Com a morte da criança, o número de vítimas fatais do acidente chegou a sete. Outras seis pessoas morreram ainda na terça-feira (27), quatro delas ocupantes da van e duas da caminhonete.

Veja quem são as vítimas do acidente


					Criança de 2 anos morre após grave acidente na BR-230
  • Hemerson Ferreira da Silva Galdino, de 28 anos: motorista da caminhonete;
  • Ana Vitória da Silva, de 19 anos: ocupante da caminhonete;
  • Doracy Moreira, idade não divulgada: passageira da van;
  • João dos Santos Silva, idade não divulgada: motorista da van;
  • Ana Cristina Felix Holanda, idade não divulgada: passageira da van;
  • João Paulo Rodrigues Pereira, de 14 anos: adolescente que estava na van.

Das seis pessoas que morreram inicialmente no acidente, apenas duas tinham parentesco entre si. Segundo a Polícia Civil, as vítimas estavam na caminhonete e formavam um casal em união estável. Os outros quatro mortos não tinham vínculo familiar.

Acidente entre Juazeirinho e Soledade

A colisão aconteceu no km 227 da BR-230, entre Juazeirinho e Soledade. Segundo a Polícia Civil, a van transportava ao menos 18 pessoas. Quatro ocupantes do veículo morreram, assim como os dois ocupantes da caminhonete.

De acordo com apuração, a van havia saído de Itaporanga, no Sertão do estado, durante a madrugada para levar pacientes com câncer a hospitais de Campina Grande e João Pessoa.

A caminhonete havia saído de Alagoa Nova e seguia para a feira de Juazeirinho, transportando mercadorias.

A principal hipótese investigada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) é a de que o motorista da van tenha invadido a pista contrária e batido de frente com a caminhonete. As causas do acidente ainda são investigadas.

A Prefeitura Municipal de Itaporanga, de onde saiu a van envolvida no acidente, divulgou uma nota de pesar lamentando as mortes dos pacientes que seguiam para tratamento contra o câncer. A gestão municipal informou que acompanha a apuração do caso.

Os feridos foram encaminhados para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

De Olho no Cariri

Com Jornal da Paraíba