Agência paraibana lança campanha contra assédio

A agência publicitária paraibana TagZag lançou uma campanha na internet sobre assédio dentro das agências de publicidade. Isto ocorreu através de uma pesquisa cujos dados foram coletados em  9 estados nordestinos, com 200 publicitárias. A campanha marca o Dia Mundial da Igualdade Feminina (26/08).

Entre outros números, o resultado é que 71% das profissionais da área já sofreram assédio no trabalho. Para responder os formulários, a pesquisa foi divulgada organicamente, entre as publicitárias, numa espécie de “boca a boca virtual”. A ação completa foi composta por filmes, postagens nas redes sociais e envio de cartazes para as agências da região.

“As agências são vistas como ambiente de vanguarda e mente aberta, mas, nós ouvíamos relatos de uma realidade bem diferente. Quisemos medir isso e fazer o mercado se atentar sobre o assunto.” afirma Mariana Craveiro, COO da TagZag.

Para Carol Crozara, head of digital da TagZag, “é necessário criar gatilhos para evitar o assédio e, por tabela, reduzir o machismo nas agências. Não é fácil, sempre tem muita coisa envolvida. Mas ficar em silêncio só ajuda a manter o ambiente confortável para os assediadores”.

O site também apresenta “cases” reais com depoimentos anônimos coletados dentro da pesquisa. De acordo com os conteúdos divulgados, ouvir piada machista, receber cantada de clientes e chefes, ser julgada pela aparência e até ganhar menos que um colega homem, que executa a mesma função fazem parte do dia a dia das publicitárias.

Os dados completos da pesquisa estão disponíveis  no hotsite www.essecaseefoda.com.br .

Com MaisPB

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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)  liberou a candidatura de Daniella Ribeiro (PP) como primeira suplente de Nabor Wanderley (Republicanos). O TRE negou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura, movida pelo Ministério Público Eleitoral. A decisão foi por unanimidade.

A ação indagava  presença de Daniella na chapa por ela ser a mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que é candidato à reeleição do governo do estado. O MPE (Ministério Público Eleitoral) que apresentou o pedido de impugnação, afirmava que a regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal atingia a senadora, que deixou de concorrer à renovação do seu mandato para disputar uma vaga de suplência.

Desde o ano passado que Daniella declarava abrir mão da disputa pela reeleição após a confirmação da candidatura do filho ao Governo do Estado, no entanto, afirmou ter repensado diante o convite e que a decisão tem haver com o projeto político para a Paraíba.

“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, disse.

A parlamentar rebateu subjeções acerca de a suplência ser rebaixamento político ao lembrar que a decisão de grupo prevalece e de que suas bandeiras voltadas à defesa da mulher serão mantidas, bem como de sua trajetória como a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.

Com ClickPB