Adriano Galdino diz que só vai avaliar pedido de CPI da Cagepa após proposta chegar à ALPB: “Não vou entrar no mérito”

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, comentou nesta segunda-feira (18) a movimentação da oposição para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar a Parceria Público-Privada (PPP) firmada pela Cagepa para ampliação dos serviços de saneamento em 85 municípios paraibanos.

Durante entrevista, Galdino adotou cautela ao ser questionado sobre o pedido anunciado pelo deputado estadual André Gadelha (MDB), e afirmou que ainda não recebeu oficialmente qualquer solicitação relacionada à CPI.

“Olha, não chegou nada para mim ainda. No momento que chegar, eu me posicionarei oportunamente. Eu não vou entrar no mérito dessa questão, mas quando chegar para mim, eu me posicionarei”, declarou.

A discussão em torno da PPP ganhou força após o leilão realizado na última sexta-feira (15), em São Paulo, que definiu a empresa espanhola Acciona como responsável pela parceria com a Cagepa na expansão do esgotamento sanitário no estado.

A operação provocou reação de setores da oposição paraibana. Entre os críticos do modelo adotado pelo Governo do Estado estão lideranças como o senador Efraim Filho, o senador Veneziano Vital do Rêgo, o ex-governador Ricardo Coutinho e o ex-prefeito Cícero Lucena. O advogado Olímpio Rocha (PSOL) também criticou o processo.

Já o deputado André Gadelha anunciou que pretende protocolar uma “CPI do Esgoto” para investigar detalhes da parceria e a condução do leilão.

Em meio às críticas, o presidente da Cagepa, Marcus Vinícius, reforçou que a companhia continuará pública e negou qualquer processo de privatização. Segundo ele, o contrato prevê investimentos de aproximadamente R$ 3 bilhões em saneamento e será fiscalizado pela própria Cagepa e por órgãos de controle.

Marcus Vinícius também comentou as citações envolvendo a Acciona em investigações na Espanha e afirmou que cabe à empresa cumprir rigorosamente o contrato firmado com o Estado.

Com PB Agora

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O governador Lucas Ribeiro recebeu, na manhã desta quinta-feira (27), na Granja Santana, em João Pessoa, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. O fortalecimento da caprinocultura, por meio da instalação de indústrias de leite de cabra em pó, foi um dos temas abordados durante o encontro. O projeto para a primeira indústria de leite caprino em pó já vem sendo desenvolvido em Casserengue, município do Curimataú.

O governador Lucas Ribeiro destacou que a visita do ministro Wellington Dias reforça o compromisso do Governo do Estado e do Governo Federal no fortalecimento da caprinocultura paraibana. “É uma grande alegria receber a visita do ministro Wellington Dias para discutir o fortalecimento da agricultura familiar, com a geração de mais oportunidades para quem produz. E a nossa caprinocultura tem sido um vetor de desenvolvimento, gerando emprego e renda para as pessoas. É um segmento que tem recebido o apoio do nosso Governo e do Governo Federal, com programas como o PAA Leite”, disse.

O ministro Wellington Dias destacou a viabilidade da iniciativa. “A Paraíba é o estado que tem o melhor desempenho na execução do Programa de Aquisição de Alimentos, o PAA Leite, e também é o estado que dá a maior contrapartida, fortalecendo o combate à desnutrição e à subnutrição. Além disso, muitas pessoas têm intolerância ao leite de vaca; daí a importância do leite de cabra”, disse.

A secretária de Estado do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, observou que a fabricação de leite de cabra em pó, além de gerar emprego e renda, vem fortalecer a segurança alimentar na Paraíba. “A primeira fábrica de leite em pó é mais uma iniciativa para manter o homem no campo e a cidade ter o seu poder de compra. Vamos fazer agora a primeira compra de leite em pó. São R$ 3 milhões do Governo da Paraíba e R$ 3 milhões do Governo Federal para ser distribuída com as famílias, por meio do PAA Compra com Doação Simultânea”, completou.

Outro assunto abordado durante a reunião entre o governador Lucas Ribeiro e o ministro Wellington Dias foram as mudanças climáticas, que devem impactar regiões do Estado, como o Semiárido. Participaram ainda o secretário-executivo de Mudanças Climáticas, Luiz Nunes; e a coordenadora de projetos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Joanne Santana.