A cada uma hora, um trabalhador da construção se acidenta ou adoece na Paraíba

Na construção civil, os riscos fazem parte da rotina diária, mas isso não significa que acidentes e doenças ocupacionais devam ser tratados como algo normal. Em 2025, segundo dados do Ministério da Saúde, Aa cada uma hora, um trabalhador da construção se acidenta ou adoece em consequência das condições de trabalho, revelando uma realidade preocupante que afeta milhares de famílias.

Ao todo, informam as estatísticas do Ministério da Saúde, foram 8.829 casos registrados de acidentes ou adoecimentos durante o ano passado.

Quedas de altura, excesso de peso, exposição ao calor, poeira e ruídos intensos costumam estar entre os principais fatores que comprometem a saúde e a segurança desses profissionais nesse tipo de situação.

O último caso de repercussão aconteceu na manhã desta segunda-feira (25), quando um trabalhador de uma obra no bairro de Paratibe, em João Pessoa, ficou ferido após cair em um fosso de elevador.

Em entrevistao presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de João Pessoa, Francisco Demontier, atribuiu o aumento no número de acidentes à jornada de trabalho “excessiva” e a pressão para categoria cumprir metas.

“Esse alto índice de adoecimento na construção civil, inclusive adoecimento mental, e acidentes que vêm ocorrendo nas últimas semanas, isso são consequências da alta jornada de trabalho, que já é uma jornada degradante, e da pressão por metas. E, muitas vezes, essa questão das metas, das produtividades, ela atribui muito, contribui muito para os acidentes que vêm ocorrendo hoje no setor da construção”, analisou o sindicalista.

O outro lado

A reportagem entrou com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP) para a entidade comentar os números.

No entanto, até a publicação desta matéria, a reportagem não obteve retorno do Sinduscon-JP.

Com MaisPB

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A ex-prefeita de Santo André, Silvana Marinho, declarou apoio ao deputado federal Hugo Motta durante um evento político realizado nesta sexta-feira (21), em Juazeirinho. Silvana esteve acompanhada do pai, o ex-prefeito Dr. Marinho, além das lideranças Arimatéa Porto e Rivaldo Júnior.

A movimentação reforça o distanciamento político entre Silvana e o prefeito de Santo André, Edglei. No último dia 11 de agosto, a ex-prefeita já havia sinalizado o rompimento ao anunciar que votará em Adriano Galdino para deputado estadual, contrariando a orientação política do prefeito.

Apesar do afastamento, Edglei mantém uma base política considerada fortalecida no município. O grupo conta com o vice-prefeito, os sete vereadores da base governista, todos os suplentes ligados ao grupo, além de outras lideranças locais, como Fabrício da Malhada Alegre.

Outro ponto que chama atenção no cenário político é a posição de Zenaldo Marinho e Assis Benjamim, irmão e cunhado de Silvana, respectivamente. Os dois decidiram permanecer no grupo de Edglei, acompanhando os candidatos apoiados pelo prefeito e não aderindo ao movimento de oposição liderado por Silvana.

As recentes movimentações começam a mexer com o tabuleiro político de Santo André e já alimentam especulações sobre a sucessão municipal de 2028. O cenário ainda está em construção, mas as articulações antecipadas aumentam a expectativa em torno de possíveis candidaturas a prefeito e vice-prefeito.

Nos bastidores da política local, uma das perguntas que começa a ganhar força é: a oposição de Santo André, formada por lideranças como Júnior, Patrícia, Neguinho e Arimatéa, aceitará ser liderada por Silvana Marinho nas eleições de 2028?

Até lá, o cenário deve passar por novas alianças, rompimentos e mudanças de posicionamento, que poderão definir os rumos da disputa municipal.

De Olho no Cariri