FRUSTAÇÃO: água da Transposição do SF só foi liberada para PB pra evitar ação do tempo na estrutura dos canais

Para quem achou que a água da Transposição do Rio São Francisco, liberada esta semana para a Paraíba, era o início de um bombeamento permanente, vai ter que se abastecer com frustração. Uma dessas pessoas é a prefeita de Monteiro, cidade onde o canal do Eixo Leste entra na Paraíba. Anna Lorena (PL) se animou com que viu, ontem (10), em terras paraibanas.  Ela registrou que a água já estava na comporta da Fazenda Engenho Velho e disse que iria saber quando seria liberada para cair no leito do Rio Paraíba. Não vai.

O portal foi saber do Ministério do Desenvolvimento Regional se a liberação era pontual, ou se era um plano de bombeamento permanente. Há quase um ano a água não chegava em terras paraibanas. A resposta, caro leitor, foi a que a abertura da comporta do reservatório Barro Branco trata-se de uma rotina de manutenção do Projeto de Integração do Rio São Francisco. É um procedimento utilizado para manter a lâmina de água nos canais e evitar danos nas estruturas por conta do calor intenso na região.

Ou seja, o Rio Paraíba vai continuar sem receber água do São Francisco.

Na nota, a assessoria do MDR disse: “Em decorrência das chuvas abundantes no estado da Paraíba em 2020, o bombeamento do Projeto São Francisco na região foi interrompido no segundo trimestre, já que os reservatórios apresentam segurança hídrica. No entanto, o Projeto está apto a atender a região em caso de solicitação do Governo Estadual”.

Água só em situações emergenciais 

De acordo com o MDR, na fase atual, em que a operação comercial não está formalizada, o Projeto São Francisco prioriza situações emergenciais. Explicação já havia sido dada, no fim de janeiro.

O ministério ainda está negociando com os estados, no âmbito da Câmara de Conciliação e Arbitragem (CCAF/AGU), a formalização do contrato de prestação do serviço de adução de água bruta.

Está aí uma tarefa para a bancada federal paraibana resolver, afinal, como já registrei aqui: em nenhum momento, quando a obra foi gestada ou concluída, autoridades disseram que a chegada da água nos canais que estão na Paraíba, e no leito do Rio Paraíba, estaria condicionada a uma seca, ou estiagem. Mas essa é a nova regra.

Pedido da prefeita de Monteiro

Em ofício enviado ao ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, a prefeita de Monteiro alega que toda a zona rural da cidade está sendo abastecida por carros-pipa e pede a liberação da água da transposição do São Francisco. Veja documento abaixo.

Ofício n 025 21 MDR transposição

De Olho no Cariri

Blog Jornal da Paraíba / Foto: Cajó Menezes

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As declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral pelos candidatos à Presidência da República em 2026, resgistrados até esta sexta-feira (14), mostram uma ampla diferença entre os patrimônios informados pelos postulantes. Os dados disponíveis no sistema de registro eleitoral apontam que Augusto Cury (Avante) declarou o maior patrimônio, de R$ 242.281.162,52, enquanto Hertz Dias (PSTU) informou não possuir bens.

Entre os candidatos estão nomes com patrimônios declarados na casa dos milhões e até centenas de milhões de reais. Romeu Zema (Novo) aparece em segundo lugar, com R$ 178.707.610,09.

Os valores correspondem às declarações apresentadas pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral. A lista poderá sofrer alterações caso novos registros sejam incluídos ou haja retificações nas declarações.

Ranking patrimonial

Considerando os dez candidatos e os valores informados:

  • Augusto Cury (Avante): R$ 242.281.162,52
  • Romeu Zema (Novo): R$ 178.707.610,09
  • Ronaldo Caiado (PSD): R$ 52.557.930,98
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): R$ 50.000.000,00
  • Flávio Bolsonaro (PL): R$ 8.186.555,83
  • Lula (PT): R$ 4.775.650,64
  • Renan Santos (Missão): R$ 795.089,00
  • Edmilson Costa (PCB): R$ 454.485,68
  • Samara (UP): R$ 33.000,00
  • Hertz Dias (PSTU): nenhum bem declarado.

É importante destacar que o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral não corresponde necessariamente a dinheiro disponível. A declaração reúne imóveis, veículos, aplicações financeiras, participações societárias, saldos bancários e outros bens, conforme os valores informados pelos próprios candidatos.

Os dados podem ser atualizados ou retificados durante o processo eleitoral, e os registros ainda estão sujeitos à análise da Justiça Eleitoral.

Com PB Agora