Projeto de extensão ensina como fazer repelente natural contra Aedes aegypti e produto é testado no Cariri

O professor de agroecologia Walter Vasconcelos, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), ensina como produzir um repelente natural contra o Aedes aegypti gastando menos de R$ 5. O produto faz parte do “Zika UEPB”, um projeto de extensão e pesquisa da instituição que beneficia cidades do Agreste, Cariri e Sertão. Veja vídeo acima.

Conforme o professor e coordenador do projeto Zika UEPB, Cidoval Morais, “a inovação do projeto é reverter a lógica do controle vetorial de arboviroses, que hoje é centrada no controle químico, no uso de veneno”. Segundo ele, substituindo estes produtos tóxicos pelo repelente natural, será possível repelir o mosquito sem risco à saúde e à natureza.

Até chegar à fase de produção dos repelentes, o projeto passou por outras etapas, iniciando com a mobilização da comunidade. Em seguida, foi feito o plantio e cultivo de mudas e plantas repelentes em hortas chamadas de laboratórios vivos e, após esta, foi feita a distribuição das mudas às comunidades. No momento, o projeta se concentra no aprofundamento dos experimentos e enfrentamento do combate ao mosquito.

As plantas cultivadas nos laboratórios vivos foram escolhidas após reuniões da comunidade acadêmica com profissionais de saúde, conforme explicou o professor Cidoval. Após definir as nove plantas que integram o projeto, foi feito um exame científico, isto é, “fomos buscar na literatura científica se há estudos que comprovem a eficácia das plantas escolhidas, e todas elas possuem princípios ativos e repelentes”, afirmou.

Foram escolhidas as plantas citronela, capim-santo, erva-cidreira, menta, manjericão, hortelã, alecrim, arruda e lavanda.

Quatro laboratórios já foram implantados pelo projeto, em Tenório, Junco do Seridó, Olivedos e Lagoa Seca – cidades onde as ações estão concentradas no momento. De acordo com o coordenador, a meta é implantar 100 laboratórios vivos até 2022.

Ainda conforme Cidoval Morais, nas cidade de Assunção, Juazeirinho, Livramento, Pocinhos, Santo André, Soledade, Taperoá, São José dos Cordeiros e Salgadinho já houve formação, capacitação e disseminação das ideias dos laboratórios vivos.

Casos de arboviroses na Paraíba
Conforme o último Boletim Epidemiológico das Arboviroses divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), até o dia 3 de novembro a Paraíba confirmou dez mortes causadas por dengue, zika e chikungunya em 2020.

O documento aponta que a dengue lidera os registros de infecção das doenças, com 6.128 casos prováveis; seguido pela chikungunya, com 1.673 notificações; e zika, com 313.

De acordo com o boletim, as regiões de saúde com maior incidência de arboviroses são a 13ª, 4ª e 15ª, localizadas no Sertão, Borborema e Agreste, respectivamente.

Veja receita do repelente natural de citronela

Ingredientes
1 litro de álcool 70% ou 46%
50g de cravo-da-índia
200g de citronela
Óleo corporal
1 copo de água filtrada ou destilada

Modo de fazer
Quatro dias antes de produzir o repelente, é necessário deixar o cravo da índia dentro de 500ml de álcool. No dia de fazer o produto, coloca a citronela cortada no liquidificador junto com 500ml de álcool. Bate até as folhas ficarem bem trituradas. Em seguida coa a mistura com uma peneira de malha fina em uma jarra. Em seguida, acrescenta a água aos poucos e a mistura do cravo-da-índia com álcool. Mistura bem.

Para uso doméstico:
Coloca a mistura em um borrifador para usar na limpeza de móveis, portas e pisos.

Para uso corporal:
Acrescenta qualquer óleo corporal (de sua preferência) na mistura e mexe bem. Coloca o repelente dentro de um vidrinho, para usar sempre que necessário.

De Olho no Cariri

Com G1 PB

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Na noite do sábado, 26 de setembro, policiais militares do 11º Batalhão apreenderam um adolescente por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas, na cidade de Sumé.

Durante rondas na Vila Zé Dário, a guarnição visualizou o adolescente, que tentou se evadir e dispensou uma sacola nas proximidades de uma residência. Na sacola, foram encontradas 34 porções de substância análoga à maconha e 15 envelopes contendo substância análoga ao crack.

Durante a abordagem, o adolescente apresentou resistência, sendo necessário o emprego progressivo da força.
Em seguida, ele foi conduzido, acompanhado de sua responsável legal, à Delegacia de Polícia Civil, em Monteiro, para os procedimentos cabíveis.