Em meio a pandemia, arboviroses também exigem preocupação por parte da população de Boa Vista

A sociedade enfrenta momentos delicados devido à pandemia de Covid-19, onde as atenções de todos estão inteiramente voltadas aos cuidados para prevenir a contaminação pelo novo coronavírus, mas a Secretaria de Saúde de Boa Vista alerta que a população não pode deixar de tomar cuidado também para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, chikungunya e zika.

O Aedes aegypti não escolhe um criadouro específico. Basta um pouco de água em qualquer recipiente para que ele deposite seus ovos. No entanto, ações simples e rápidas podem ajudar no combate ao mosquito. É importante não deixar água parada e verificar locais óbvios, como calhas, caixa d’água, vasos de plantas e pneus, por exemplo. Também é fundamental fazer uma varredura em ralos e vasos sanitários, espaços por vezes esquecidos.

“Diante da grande calamidade causada na rede de saúde por causa da pandemia, o foco muitas vezes fica só na covid-19. Mas o coronavírus se soma a outras doenças endêmicas no Brasil como dengue, chikungunya, zika vírus, além da febre amarela, transmitidas pelo mosquito aedes aegypti. Aqui em Boa Vista já registramos casos das três principais arboviroses. É preciso que as pessoas que estejam em isolamento social, mantenham a higiene das suas casas para evitar a proliferação desse mosquito”, fala Isaac Araújo, diretor da Central de Informações em Saúde e responsável pela Vigilância Epidemiológica em Boa Vista.

Isaac reforça que o combate ao mosquito depende, em sua maior parte, do empenho da população no monitoramento de possíveis focos do mosquito: “Grande parte dos criadouros estão dentro das nossas casas, por isso esse número elevado de arboviroses. O mosquito pode concluir seu período de reprodução em dez dias. Convocamos a população para participar efetivamente eliminando esses criadouros. Assim, vamos poder evitar as doenças no nosso município. É mais um clamor feito por nós da área de saúde que já estamos enfrentando dias difíceis nas unidades de saúde”, concluiu o profissional.

Ascom

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A respeito do Inquérito Civil Público instaurado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) para apurar suposto uso de alimentos da merenda escolar na Escola José Bonifácio de Andrade, localizada no Distrito de Pio X, a Prefeitura Municipal de Sumé esclarece que, no mês de fevereiro do corrente ano, a Secretaria de Obras designou dois servidores efetivos para se deslocarem da sede administrativa até a referida unidade escolar. A missão dos trabalhadores visava realizar reparos estruturais necessários, bem como proceder à análise técnica para a instalação de equipamentos e outras melhorias na infraestrutura do prédio.

Como os serviços executados demandaram dois dias consecutivos de trabalho e a unidade fica distante 30 quilômetros da sede do município, ficou previamente acordado que os profissionais poderiam realizar suas refeições na própria escola. A medida foi adotada para otimizar o tempo de execução das benfeitorias, evitar transtornos à rotina de alunos e professores, e dispensar o deslocamento duplo de ida e volta ao longo do dia.

A Prefeitura de Sumé reitera que a merenda escolar é destinada prioritariamente aos estudantes, premissa seguida à risca em toda a rede municipal. As refeições ofertadas aos dois servidores restringiram-se exclusivamente às sobras da merenda escolar, ou seja, foram consumidas apenas após todos os alunos da unidade terem se alimentado satisfatoriamente, sem nenhum prejuízo ou comprometimento da alimentação diária dos estudantes.

Vale ressaltar que, como a situação envolveu tão somente o aproveitamento de excedentes, sem gerar acréscimos ou necessidade de novos insumos, não houve qualquer necessidade de ressarcimento por parte da Secretaria Municipal de Obras. O quantitativo de merenda destinado à unidade é suficiente para atender com plenitude a todos os alunos matriculados.

Por fim, a gestão municipal reforça seu compromisso com a transparência e informa que todas as listas, documentos de repasses financeiros, registros de alimentos recebidos nos meses de fevereiro e março de 2026 e quantitativos de alunos atendidos foram integralmente entregues ao Ministério Público a época e dentro do prazo solicitado, juntamente com todos os esclarecimentos pertinentes ao caso.

Assessoria